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Centro de Reabilitação em São João do Piauí já realizou quase 2 mil atendimentos em um ano

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São João do Piauí

Maria de Fátima é moradora do município de São João do Piauí e mãe de Maria Fernanda, de sete anos 7 anos e portadora de microcefalia. Fátima passou cinco anos de sua vida tendo que se deslocar da cidade onde mora para Teresina para que a filha tivesse atendimento de reabilitação nas áreas de fisioterapia e fonoaudiologia. Há um ano a realidade das duas mudou. Elas não precisaram mais se deslocar à capital para o atendimento especializado.

Em junho de 2021, o Governo do Estado entregou o Centro Estadual de Reabilitação Daniely Dias (CER II), em João do Piauí. A unidade dispõe de equipamentos modernos e equipe multidisciplinar capacitada e foi pensada como alternativa para pôr fim aos longos deslocamentos de pacientes que precisavam de reabilitação, que viajavam quase 500 quilômetros até Teresina.

“Passei cinco anos da minha vida indo daqui para Teresina, muitos quilômetros percorridos para fazer a terapia de minha filha. Para glória de Deus aconteceu este grande avanço que é o Centro de Reabilitação. O atendimento é maravilhoso, excelente! Os fisioterapeutas, a fono, é tudo maravilhoso! Eu e minha família vivemos uma outra história”, comemora Maria de Fátima.

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Neste primeiro ano de funcionamento, o CER II já alcançou a marca de 1.813 atendimentos e se tornou referência regional, atendendo pessoas de 21 municípios do Território Serra da Capivara.

Inaugurado em plena pandemia, o centro enfrentou de cara o desafio de reabilitar pacientes pós-Covid-19, uma realidade nova para a equipe multiprofissional. “Muitos desses pacientes já tiveram alta. A todo momento recebemos elogios e agradecimentos deles, por terem conseguido retomar a vida normal depois de passarem por aqui”, comemora a diretora-geral do CER II, Vilma Moraes.

“São João do Piauí tinha uma grande demanda por atendimentos fisioterápicos. Agora, a fila está andando. Com este centro, a população tem sido beneficiada, com destaque para o atendimento multiprofissional que é super importante”, comenta Maria de Jesus Alencar, funcionária pública, mãe da paciente M. V. P., de 1 ano e 8 meses.

Centro vai ampliar horário de atendimento

O CER II se prepara agora para uma nova etapa. Com credibilidade e confiança consolidadas, a demanda por atendimentos triplicou. A direção do centro está planejando a expansão do horário de funcionamento, que hoje vai de 8h às 12h.

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“Estamos planejando uma forma de contratar mais profissionais para dar conta da demanda. É uma gratidão muito grande poder ajudar tantas pessoas”, informou Vilma Moraes.

O centro dispõe de atendimento médico, psicólogo, de fisioterapia, com fonoaudiólogo, nutricionista e serviço social. Segundo a direção, quando há necessidade de atendimento médico especializado nas áreas de cardiologia e otorrinolaringologia, os pacientes são encaminhados ao hospital estadual na cidade.

Atendimentos CER II

Enfermagem: 645 atendimentos

Nutrição: 148 atendimentos

Médico: 149 atendimentos

Psicologia: 148 atendimentos

Fisioterapia: 484 sessões

Fonoaudiologia: 137 sessões

Serviço social: 134 acompanhamentos

Total: 1.813 atendimentos.

Fonte: Governo PI

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São João do Piauí

MPPI realiza audiência virtual para verificar situação do Hospital “Teresinha Nunes de Barros”, em São João do Piauí

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A 2ª Promotoria de Justiça de São João do Piauí, com auxílio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (Caods), realizou, no dia 15 de junho, audiência extrajudicial virtual com os objetivos de verificar os serviços de saúde prestados pelo Hospital Teresinha Nunes de Barros e de acompanhar a situação da unidade. A reunião foi mediada pela Promotora de Justiça que responde pela 2ª Promotoria de São João do Piauí, Emmanuelle Belo.

Iniciando as falas, a Promotora de Justiça verificou se foram cumpridas as deliberações encaminhadas, ainda em 2021, após inspeção realizada pela Vigilância Sanitária. Constatou-se que algumas medidas não foram cumpridas. Após isso, a coordenadora do Caods, Promotora de Justiça Karla Daniela Furtado Maia Carvalho, questionou como é feita a organização da fila de espera para realização dos procedimentos eletivos e advertiu sobre a necessidade de execução dos protocolos de risco e das resoluções dos conselhos profissionais.

Respondendo a essas perguntas, a Diretora-Geral do HRTNB, Vilma Moraes, informou que, para realização dos procedimentos eletivos, o hospital se baseia na regulação do Sistema Único de Saúde. Acerca do cadastro de pacientes para mutirões, o Diretor-Técnico, Lucas Lustosa, relatou que essa atribuição é dos municípios, mas que o hospital realiza a avaliação prévia dos pacientes. Na reunião, ainda, foram discutidos outros assuntos, como retorno de pacientes após cirurgias, necessidade de controle das medicações de alta vigilância e capacitação dos profissionais do setor.

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Ao final da audiência, foram definidos encaminhamentos ao Hospital Regional Teresinha Nunes de Barros, tais como providenciar contrato para fornecimento de laudos radiológicos, em 30 dias; encaminhar à 2ª Promotoria de Justiça de São João do Piauí e à Vigilância Sanitária documentos que comprovem o cumprimento das pendências referentes ao termo de obrigação a cumprir do relatório da inspeção feita pela Diretoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde (Divisa), em 2021.

Ficou estabelecido também o prazo de 10 dias para que o HRTNB formalize, junto aos hospitais de Floriano, Picos e São Raimundo Nonato, bem como à Diretoria de Unidade de Descentralização e Organização Hospitalar (DUDOH) e à Superintendência de Gestão da Rede de Média e Alta Complexidade (SUGMAC), o envio de informações sobre dificuldades com o contrarreferenciamento (retorno à unidade de saúde de origem após finalizado o atendimento). O hospital também deverá encaminhar a relação dos cursos de capacitação necessários aos profissionais que atuam no setor de urgência.

Por fim, ficou estabelecido que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesapi) cobrará, aos Hospitais de Picos, São Raimundo Nonato e Floriano, esse contrarrefenciamento adequado dos pacientes ao Hospital de São João do Piauí.

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Também participaram da audiência representantes da Diretoria de Unidade de Descentralização e Organização Hospitalar (DUDOH) e um dos médicos do MPPI, Celso Pires.

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