Um homem armado e com o rosto encoberto por balaclava interceptou o veículo do deputado federal Duarte Jr. (Avante) na noite de terça-feira (29), em Morros, no Maranhão, disparou quatro vezes contra o carro e exigiu que o parlamentar “calasse a boca”. O deputado e seu motorista saíram ilesos.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil de Morros, um automóvel suspeito interceptou a caminhonete Ford Ranger do parlamentar na região do Munim. O agressor desceu do veículo, já armado, e abriu fogo. Os disparos atingiram a lataria, o pneu, o capô, a coluna e a vidraça traseira do carro.
Ameaças e exigência de silêncio no atentado a Duarte Jr. em Morros
Após os tiros, o homem se aproximou das vítimas e fez ameaças diretas. Exigiu que o deputado “calasse a boca” sobre suas declarações públicas e ordenou que tanto Duarte Jr. quanto o motorista arremessassem seus telefones celulares.
O caso foi registrado como boletim de ocorrência. A Polícia Civil de Morros investiga o episódio para identificar os executores e os eventuais mandantes.
O ataque ocorreu durante agenda de campanha do deputado no município. A assessoria do parlamentar divulgou um comunicado sobre o caso:
Ataque a tiros contra deputado federal acende alerta sobre a escalada da violência política no interior do Maranhão
MORROS/MA — O atentado a tiros sofrido pelo deputado federal Duarte Jr. (Avante) na noite da última terça-feira (29), durante agenda de campanha no município de Morros, evidencia um cenário alarmante de intimidação e violência política que assombra o interior do Maranhão em pleno período eleitoral.
O veículo do parlamentar — uma caminhonete Ford Ranger — foi interceptado por um automóvel suspeito e atingido por quatro disparos de arma de fogo. Os tiros perfuraram a lataria, o pneu, o capô, a coluna e a vidraça traseira. Apesar da gravidade do ataque, o deputado e seu motorista saíram ilesos.
Segundo relatos registrados em boletim de ocorrência, um homem armado e usando balaclava desceu do veículo agressor, fez ameaças diretas exigindo que o parlamentar “calasse a boca” sobre suas declarações públicas e ordenou que as vítimas arremessassem seus telefones celulares.
Mais do que um episódio isolado contra uma autoridade pública, o atentado no Munim traz à tona a vulnerabilidade de candidatos e equipes durante o processo democrático no interior do estado. A ação violenta e coercitiva reflete um modus operandi de silenciamento que ameaça a integridade do pleito e a livre circulação de lideranças políticas nas comunidades maranhenses.
O caso foi formalmente registrado na Polícia Civil de Morros e segue sob investigação para identificação dos executores e eventuais mandantes. A sociedade e as instituições cobram respostas rápidas das forças de segurança pública para coibir que o crime organizado e a violência política se estabeleçam como ferramentas de coerção eleitoral no Maranhão.

