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Amarantino, especialista em Irrigação, fala sobre Água, Agricultura e Meio Ambiente

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A água é um recurso natural essencial para a sustentação da vida e do meio ambiente. Ela desempenha um papel importante no processo de desenvolvimento econômico e social de um país, sendo, historicamente, um dos principais fatores limitantes para o crescimento e desenvolvimento econômico das civilizações. Entre os fatores que mais têm afetado esse recurso estão o crescimento populacional e os setores produtivos, entre os quais a agricultura.

Essa situação tem conduzido a uma reformulação da concepção do gerenciamento da água, apresentando desafios às entidades de ensino, pesquisa e extensão, aos órgãos governamentais e não governamentais. A discussão de temáticas sobre recursos hídricos, com o envolvimento da agricultura e do meio ambiente, é fundamental para a conscientização e a participação da sociedade, objetivando a gestão viável e eficaz desses recursos, sobretudo com visão futura quanto ao legado a ser deixado para as gerações vindouras.

A agricultura, ao mesmo tempo em que é taxada de grande consumidora de água e como atividade de risco de contaminação do meio ambiente por agroquímicos, e assim entendida por muitos como uma “vilã dos recursos hídricos”, é também aceita como um dos principais provedores de serviços ambientais, embora geralmente esses ainda não sejam reconhecidos e remunerados. Adicionalmente à sua função essencial em atender a demanda crescente por alimentos e outros produtos agrícolas, a agricultura tem um papel importante no “seqüestro de carbono”, com minimização de alguns efeitos adversos das mudanças climáticas, na gestão de bacias hidrográficas e na preservação da biodiversidade.

Assim, diante do exposto, fica evidente a necessidade de pesquisas constantes e pertinentes ao tema, aliadas à adoção de ações efetivas, com envolvimento de todos os segmentos da sociedade; sabe-se, teoricamente, que as soluções estão embasadas nos princípios da sustentabilidade do setor agrícola, cujo fundamento está alicerçado na integração das três vertentes básicas – equilíbrio ambiental, viabilidade econômica e justiça social. O desafio básico então está em combinar reformas políticas e inovações tecnológicas que atendam as agendas de agricultura e de meio ambiente, sem conflitos e interesses específicos, diferentemente do que acontece hoje no Brasil, com o embate político envolvendo Código Florestal e Código Ambiental.

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Portanto, alcançar níveis que conduzam à sustentabilidade ambiental constitui o maior desafio de toda a humanidade e, certamente, haverá um custo muito elevado se tal desafio não atingir os objetivos propostos em um espaço de tempo relativamente curto. O cenário mundial atual mostra que o uso da água é muito mais intenso do que há poucas décadas atrás. Atualmente, a média mundial é que da água doce utilizada, 70% estina-se à agricultura, 20% à indústria e 10% para o consumo humano.

Esse uso intenso da água, principalmente na agricultura e na indústria, ocorre num ritmo mais
acelerado que a reposição feita pelo ciclo natural das águas. Dessa forma, muitos mananciais estão sendo extintos em decorrência do uso indiscriminado e predatório, não só sob o aspecto quantitativo, mas também qualitativo. Pior, ao devolver a água para seu ciclo natural, ela vem contaminada pelos agrotóxicos da agricultura e pela química da indústria. A falta de saneamento ambiental, sobretudo em países pobres, colabora sensivelmente para a contaminação dos mananciais.

Em conseqüência, hoje no planeta, segundo a ONU, 1, 2 mil milhões (bilhões) de pessoas não têm acesso à água potável e 2, 5 mil milhões (bilhões) não têm acesso ao saneamento. O impacto na saúde humana e no meio ambiente é uma tragédia. Portanto, a chamada “crise da água” é de quantidade e qualidade, não por razões naturais, mas pelo uso irresponsável que o ser humano dela faz. Essa situação se agrava mais ainda quando a ambição, visando usos futuros privados da água, também a privatiza. A escassez produzida então passa a ser quantitativa, ou qualitativa, ou social, ou em todos esses níveis simultaneamente.

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Mesmo havendo água suficiente no Planeta para todos os seres vivos, desde que gerenciada com sustentabilidade, sua distribuição é muito desigual. Os países mais pobres em água sofrem com sua escassez particular. Na outra ponta, continentes inteiros, como é o caso da América Latina (AL), têm abundância de água doce. Para exemplificar, o Peru é um país que está situado no parâmetro de “suficiente”. Sua disponibilidade per capta de água hoje é de aproximadamente 1.790 m³ por ano.

Entretanto, a projeção é que no ano de 2025 sua disponibilidade caia para 980 m³ por pessoa por ano. Deixaria de estar na faixa de suficiente para a situação de estresse. Mesmo assim, apresenta uma disponibilidade de água muito superior a vários países. Já países como Brasil, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Argentina e Chile situam-se no parâmetro de países “ricos”, isto é, têm entre 10.000 e 100.000 m³/pessoa/ano. Já a Guiana Francesa situa-se na faixa dos “muito ricos”, isto é, acima de 100.000 m³/pessoa/ano.

José Augusto S. de Oliveira (Cabeça)
Técnico Agrícola
Especialista em Irrigação e Drenagem
Membro INOVAGRI
Filiado ABID
Colaborador GREENPEACE BRASIL
Texto: José Augusto
Postagem: Denison Duarte
Fotos: Leomar Duarte

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Massaranduba terá novo combate em outubro; amarantino vai enfrentar Randy Brown

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massaranduba randy brown outubro
Foto: Getty Images

O atleta de MMA, Francisco Massaranduba, está com nova luta confirmada, desta vez no dia 1º de outubro. O piauiense de Amarante vai enfrentar Randy Brown em duelo de pesos-meio-médios.

O evento vai contar com o atleta Mackenzie Dern x Yan Xiaonan na luta principal, que ainda está sem local anunciado.

Com apenas oito derrotas, Massaranduba já soma 28 vitórias no seu cartel. As suas duas últimas vitórias foram contra Danny Roberts e Dwight Grant – respectivamente.

Randy Brown traz consigo um cartel de 15 vitórias e quatro derrotas, sendo que saiu invicto de três lutas, batendo em sequência Alex Cowboy, Jared Gooden e Khaos Williams.

Card do evento, até o momento:

UFC
1º de outubro de 2022, em local a ser anunciado
CARD DO EVENTO:
– Peso-palha: Mackenzie Dern x Yan Xiaonan;
– Peso-meio-médio: Randy Brown x Francisco Massaranduba;
– Peso-galo: Julija Stoliarenko x Chelsea Chandler;
– Peso-leve: Vinc Pichel x Jesse Ronson;
– Peso-palha: Tabatha Ricci x Cheyanne Vlismas;
– Peso-leve: Andre Fili x Lando Vannata;
– Peso-galo: Randy Costa x Guido Cannetti;
– Peso-médio: Krzysztof Jotko x Brendan Allen;
– Peso-pesado: Ilir Latifi x Alexey Oleynik;
– Peso-galo: John Castañeda x Daniel Willycat.

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Com informações do ge

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