Uma frente fria colocou 104 municípios de Goiás em alerta para tempestades nesta segunda-feira (12), com previsão de chuvas intensas, granizo e descargas elétricas. As rajadas de vento podem ultrapassar 60 km/h — e o quadro deve piorar no meio da semana.
O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) prevê que a instabilidade climática se intensifique a partir de quarta-feira (14), quando os ventos podem superar 70 km/h. A frente fria deve ampliar sua influência sobre o estado, elevando o risco de queda de árvores, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia.
Alerta de tempestade em Goiás: cidades afetadas
Entre os municípios sob alerta estão cidades de diferentes regiões do estado. Veja os exemplos citados pelo Cimehgo:
- Goiânia
- Anápolis
- Rio Verde
- Jataí
- Itumbiara
- Goiás
- Piranhas
- Porangatu
- Caldas Novas
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu avisos de atenção para dezenas de estados. No Sul do país, um ciclone intensifica os temporais — com acumulado de chuva previsto acima de 200 mm e ventos registrados acima de 100 km/h em zonas de maior risco.
Antes da piora, há uma janela de trégua. André Amorim, gerente do Cimehgo, disse que “essas chuvas dos últimos dias vão parar, sexta será um dia de estabilidade e, no final de semana, Goiânia pode ter 38°C e regiões como o norte, noroeste, região do Vale do Araguaia, com 40°C, até 41°C”.
A Defesa Civil orientou moradores das áreas afetadas a tomar precauções de segurança. Em caso de emergência, o serviço pode ser acionado pelo número 199; o Corpo de Bombeiros atende pelo 193.
Para o meteorologista Celso Oliveira, o cenário de eventos extremos tende a se repetir. “O verão, sim, será mais quente, inclusive com possibilidade de novas ondas de calor, principalmente no início da estação. Isso porque, além do Pacífico, todos os oceanos estão mais aquecidos. A tendência é aumentar a frequência e intensidade destes fenômenos”, afirmou.
Alexandre Nascimento, da Nottus Meteorologia, explicou que “o empilhamento do fenômeno, com o aquecimento global e o sistema de alta pressão, que já perdeu intensidade, favoreceu o clima atípico das últimas semanas”.
