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A nova economia e as relações de consumo na era da inovação

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Por Janguiê Diniz*

O termo “nova economia” foi utilizado pela primeira vez em 1996, pela revista norte-americana BusinessWeek e fala da transição de uma economia baseada na indústria para uma economia baseada nos serviços. Apesar de já se terem transcorrido 23 anos, a expressão se mantém atual, pois o cenário econômico mundial tem se renovado, e cada vez mais rapidamente. Com o desenvolvimento das novas tecnologias, a economia de serviços ganha força e impulsiona o crescimento das startups.

Nesse cenário, a inovação e a disrupção são as palavras de ordem. O foco deixa de ser o ambiente físico para ser o virtual. E é assim que surgem as grandes empresas nascidas em garagens, as startups que explodem criando soluções que mudam paradigmas e facilitam a vida das pessoas. Essa nova economia é composta por quatro tipos de negócios: os criativos, os sociais ou de impacto, os inovadores e os escaláveis.

A disrupção é sempre presente na realidade da nova economia. Se, antes, uma empresa dependia das demandas do mercado, hoje ela própria cria uma necessidade. Imagine que, 15 anos atrás, os smartphones nem existiam e todo mundo vivia muito bem sem eles. Hoje, é quase impensável para muitas pessoas sair de casa sem seu aparelho. Acontece que rompeu-se um paradigma de mercado com o surgimento de um novo nicho, mais moderno e tecnológico. Isso é disrupção.

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Na era da nova economia, empresas que não trabalham com disrupção correm grande risco de ficar para trás na competição pela clientela. Afinal, estamos permanentemente conectados e o ambiente digital tornou-se parte do dia a dia. Quem não se utiliza desse meio de infinitas possibilidades acaba se restringindo e não consegue alcançar o público que poderia.

Essa característica volátil e mutável do mercado se reflete na forma como as empresas se comportam atualmente. Estima-se que os negócios tenham tempos de vida mais curtos – de três a cinco anos. Se isso significa que estão fadados à morte? De jeito nenhum, caso consigam se reinventar e adaptar às novas realidades que se apresentam a cada momento. É um trabalho árduo e complicado, que requer muita atenção ao mercado e ao público, mas necessário para quem quer sobreviver. Em suma, a nova economia exige muito mais dedicação dos empreendedores e empresários para que suas companhias se mantenham sempre competitivas.

*Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional – [email protected]

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Com projeto voluntário, professor transforma vidas no Piauí por meio da educação

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Adonias Freitas é professor de Linguagens na rede pública estadual de ensino e vem transformando vidas por meio da educação. O jovem, que cursava comunicação social, trocou a graduação para atuar na docência com o intuito de auxiliar outros jovens a planejarem seu futuro pessoal e profissional com entusiasmo e convictos das suas potencialidades.

Em 2018, o professor deu início a um projeto voluntário de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem):  “É do portão para fora que a gente se resolve”. De forma leve e perspicaz, abordando não só conteúdos escolares, mas garantindo apoio nas questões emocionais, Adonias levou conhecimento a estudantes do interior do estado das cidades de Regeneração, Angical, Oeiras, e Tanque do Piauí. Em Teresina, o Centro Estadual de Tempo Integral Raldir Cavalcante, localizado na zona sudeste também foi palco da ação, que se somou ao Pré-Enem Seduc.

“Desde 2018, desenvolvo um projeto voluntário de revisões preparatórias para o Enem como uma estratégia de fortalecimento das aprendizagens que contribua para auxiliar estudantes, sobretudo no fim da Educação Básica, pois, nesse momento, existe uma tensão própria dessa parte do percurso, da trajetória. A ação tem o foco de preencher lacunas de aprendizagem, minimizar incertezas, vislumbrar caminhos e construir resultados satisfatórios a partir das vivências escolares. Trata-se de uma frente estratégica do trabalho, voltada à garantia do sucesso dos jovens, sem desconsiderar os desafios, as contradições e dissabores desse processo, constituindo-se numa iniciativa integradora, fortalecedora e empoderadora”, disse.

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Um dos estudantes beneficiados com a ação é Luís Gustavo Alvarenga. Egresso da Unidade Escolar São Sebastião, em Tanque do Piauí, o jovem hoje é acadêmico do curso de Ciências Contábeis e para isso contou com o auxílio do professor Adonias. “O projeto contribuiu de tal forma que, além do aprendizado adquirido nos encontros presenciais, obtive motivação e um ânimo a mais para que eu pudesse buscar informações no ambiente externo, não somente na escola”, disse o acadêmico.

Em meio à pandemia, as aulas não pararam. Se utilizando de plataformas digitais, o professor continuou o seu projeto e alcançou estudantes de outros estado, como a Natiele Alves de Sousa, que reside em Manaus e participa das aulas preparatórias pela internet. “Agradeço pela oportunidade de ter participado desse projeto lindo que abraça os alunos, mesmo fora da escola. Então, minha percepção é que o projeto traz professores bastantes persuasivos, assim contribuindo para a facilitação da aprendizagem dos alunos. As aulas são bem estruturadas e fornecem uma boa compreensão para os participantes. Consegui aprender bastante”, declara.

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Ampliando o seu campo de atuação, Adonias Freitas participa ativamente do Projeto Redação Nota 1000, cujo objetivo é capacitar professores para que possam treinar os estudantes e instigá-los a alcançar a nota máxima na redação no Enem.

O professor Adonias Feitas observa que, tendo em vista modificar as realidades em que os jovens da escola pública se inserem, as ações do projeto consideram as áreas do conhecimento e seus respectivos componentes curriculares, como caminhos necessários para que os estudantes alcancem os seus objetivos, dando consistência aos seus projetos de vida.

Fonte: Governo PI

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