Segurança pública, economia e corrupção dominaram o debate presidencial do segundo turno promovido pela TV Band neste domingo (18). De um lado, Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação do Ministério da Segurança Pública e defendeu uma nova matriz econômica. Do outro, Flávio Bolsonaro — senador que representa o campo bolsonarista na disputa, em substituição ao pai, Jair Bolsonaro, impedido de concorrer — prometeu declarar guerra ao crime organizado e criar o Ministério da Prosperidade.
Propostas no debate presidencial
Na área da segurança, Flávio Bolsonaro foi direto: afirmou que, caso eleito, declarará “guerra ao narcoterrorismo a partir de janeiro, enquadrando o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias nessa categoria.” A promessa veio acompanhada de proposta para criar mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário.
Lula respondeu com outra promessa na mesma área. Disse que, “após a aprovação da PEC pelo Senado, criará o Ministério da Segurança Pública.” A proposta de emenda constitucional já havia sido enviada ao Congresso Nacional em 25 de março.
Na economia, Flávio Bolsonaro atacou o histórico petista. Afirmou que “a gestão atual elevou a dívida pública para R$ 11 trilhões e gerou inflação no preço de itens alimentícios essenciais, como arroz e carne.” Prometeu abrir R$ 100 bilhões em espaço orçamentário com corte de gastos e criar o Ministério da Prosperidade. Lula, por sua vez, defendeu uma matriz econômica voltada para os setores digital, verde e criativo.
Acusações cruzadas sobre INSS e armas
O bloco mais tenso do debate girou em torno de fraudes na previdência. Flávio Bolsonaro acusou o governo de permitir desvios que, segundo ele, atingiram 5 milhões de aposentados. Lula rebateu: disse ter desmantelado uma quadrilha de fraudes no INSS durante sua gestão, recuperado R$ 6 bilhões e devolvido R$ 3,5 bilhões aos aposentados lesados.
Lula também questionou a política de liberação de armas do governo anterior, apontando para o risco de desvio ao crime organizado. Estimativas citadas no debate apontam para 1 milhão de armas e 1 bilhão de munições liberadas no período. Flávio Bolsonaro contra-argumentou que “a entrada de armas ilegais nas comunidades decorre de falhas na fiscalização das fronteiras pelo governo federal.”
Houve ainda troca de acusações sobre pessoas ligadas aos dois lados. Flávio Bolsonaro mencionou depoimentos de Roberta Luchsinger contra Lula. O candidato petista respondeu que “as denúncias sobre Roberta Luchcinger são de responsabilidade e apuração da Polícia Federal”, acrescentando que seu filho colocou contas bancárias e sigilos telefônicos à disposição das investigações. Sobre o empresário Daniel Vorcaro, Lula afirmou que ele “tornou-se prisioneiro durante a atual gestão por decisão judicial do ministro André Mendonça”, negando qualquer interferência.
Lula ainda questionou um voto de Flávio Bolsonaro em 2009, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, contra o aumento da licença-maternidade.
O debate contou com a parceria dos seguintes veículos:
- TV Band
- TV Cultura
- Estadão
- TV Gazeta
- Jovem Pan News
- BandNews TV
- AgroMais
- TerraViva
- Rádio Bandeirantes
- Rádio BandNews FM
- BandPlay
- YouTube
- CNN Portugal
- RTP

