Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência da República pelo PL (Partido Liberal), foi entrevistado pela Globo neste sábado (17) e apresentou as diretrizes do seu plano de governo. O documento detalha propostas de ajuste fiscal, segurança pública e modernização do Sistema Único de Saúde — e inclui uma promessa que o próprio candidato se compromete a cumprir: governar por apenas um mandato.
O plano de governo de Flávio Bolsonaro: ajuste fiscal sem corte de direitos sociais
Na área econômica, o candidato propõe alcançar equilíbrio fiscal por meio de corte de gastos administrativos, combate à corrupção e geração de novas receitas. Os reajustes do salário mínimo acima da inflação e a correção das aposentadorias seriam mantidos, assim como os pisos constitucionais de investimento em saúde e educação.
Uma das medidas mais concretas é o corte no número de ministérios. O plano prevê eliminar pelo menos 10 das atuais 39 pastas federais, além de suprimir cargos em comissão. A reestruturação das estatais também consta no documento, com o objetivo de reverter déficits operacionais.
Para gerar receita, o candidato propõe a securitização de mais de 30 mil imóveis da União, com estimativa de captação de cerca de R$ 200 bilhões. A securitização de dívidas ativas federais poderia render, segundo o plano, mais de R$ 200 bilhões anuais ao orçamento. A exploração de petróleo na Margem Equatorial, região do Amapá, teria potencial de arrecadação superior a R$ 100 bilhões. O uso de inteligência artificial na gestão e fiscalização do governo federal também integra o conjunto de propostas econômicas.
Veja as principais medidas econômicas propostas:
- Manter reajustes do salário mínimo acima da inflação
- Preservar correção de aposentadorias
- Manter pisos de saúde e educação
- Reduzir ministérios (cortar pelo menos 10 de 39)
- Eliminar cargos em comissão
- Reestruturar gestão de estatais
- Securitizar mais de 30 mil imóveis da União (R$ 200 bi)
- Securitizar dívidas ativas federais (R$ 200 bi/ano)
- Explorar Margem Equatorial (R$ 100 bi)
- Usar IA para modernizar gestão e fiscalização
Fim da reeleição e reforma do Judiciário
Flávio Bolsonaro também propõe encerrar a possibilidade de reeleição para o Poder Executivo. O candidato afirmou que, se eleito, governaria por apenas um mandato de quatro anos e enviaria uma Proposta de Emenda à Constituição para extinguir a reeleição presidencial.
No campo institucional, o plano prevê limitar as decisões monocráticas no Supremo Tribunal Federal e restringir o foro privilegiado. Veja as propostas de reforma institucional:
- Propor PEC para extinguir reeleição presidencial
- Limitar decisões monocráticas no STF
- Restringir foro privilegiado
- Fortalecer credibilidade do Judiciário
Segurança pública: Forças Armadas nas fronteiras e câmeras com IA
O plano classifica o Comando Vermelho, o PCC e as milícias como organizações narcoterroristas. Para conter o crime organizado, o candidato propõe mobilizar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica para proteger as fronteiras terrestres, hidroviárias e marítimas do país, com atenção especial ao Porto de Santos e à região amazônica.
Um sistema integrado com mais de 1 milhão de câmeras conectadas em nuvem e equipadas com inteligência artificial para reconhecimento facial e cumprimento de mandados de prisão também integra o pacote. O Brasil aderiria ainda ao programa internacional “Escudo das Américas” para compartilhamento de dados de inteligência.
Ações propostas para a segurança pública:
- Classificar Comando Vermelho, PCC e milícias como narcoterroristas
- Mobilizar Forças Armadas para blindar fronteiras
- Lançar sistema integrado com 1 milhão de câmeras e IA
- Aderir ao programa “Escudo das Américas”
SUS e relações de trabalho
Na saúde, o plano aposta na gestão hospitalar sob liderança do médico Dr. Cláudio Lotemberg. A proposta inclui expandir a telemedicina, otimizar o atendimento básico e criar um prontuário eletrônico único que conecte o SUS à rede privada para eliminar filas de cirurgias e exames com vagas ociosas.
No campo trabalhista, o candidato afirmou que respeitaria eventual aprovação pelo Congresso Nacional do fim da escala 6×1. O plano prevê ainda um programa de vouchers para garantir vagas em creches privadas para mães em localidades onde não houver disponibilidade na rede pública.

