Rafael Fonteles garantiu a reeleição ao governo do Piauí com 70,86% dos votos válidos no primeiro turno de 2026 e passou a figurar nas conversas sobre o futuro do Partido dos Trabalhadores em âmbito nacional. O resultado, com 99,37% das urnas apuradas, foi acompanhado de declarações de peso: o ex-ministro Fernando Haddad afirmou que Fonteles é “um quadro que vai despontar no Brasil”.
José Dirceu também mencionou o nome do governador ao ser questionado sobre a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com 41 anos e mandato garantido até 2030, Fonteles é o rosto mais jovem de uma hegemonia que o PT mantém no Executivo piauiense há 23 anos.
Rafael Fonteles no Piauí: da reeleição à projeção nacional
O governador, apresentado em 2022 como uma aposta do campo lulista, cumpriu o que a campanha prometia: venceu com margem folgada e sem precisar de segundo turno. Agora, o partido avalia seu nome como alternativa para o cenário pós-Lula — embora Fonteles evite abraçar publicamente essa narrativa.
Questionado sobre os elogios, foi direto: “Nosso foco é totalmente o Piauí. Claro que qualquer elogio vindo de qualquer quadro dessa magnitude, como o Haddad e o ministro Dirceu, nos deixa lisonjeados, nos faz crer que nós estamos no caminho certo.”
Sobre estratégia eleitoral, o governador defende que vitórias nacionais dependem de coalizões mais amplas. “Para se ganhar a eleição, tem que ser um projeto majoritário. Então, a gente precisa realmente conversar com outras forças políticas […] Para isso, a frente ampla é fundamental”, disse.
A reeleição de Fonteles chegou quatro anos depois de sua primeira vitória, quando o PT retomou o protagonismo nacional com a eleição de Lula à presidência. No Piauí, o partido nunca perdeu o Executivo estadual nesse período — são 23 anos ininterruptos no comando do governo.
