A Alphabet, empresa controladora do Google, anunciou nesta quinta-feira (1) o Gemini 4 Argon, seu mais novo modelo de inteligência artificial, voltado para programação avançada, cibersegurança e tarefas de longa duração. O lançamento ocorre um dia depois de o CEO do Google, Sundar Pichai, ter assinado um acordo voluntário de segurança em IA com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.
O modelo chega ao mercado como concorrente direto do GPT-6 Astra, da OpenAI, e do Claude Opus 5.5, da Anthropic. Segundo o Google, o Gemini 4 Argon foi desenvolvido pelo Google DeepMind para resolver problemas exigentes de engenharia de software e defesa cibernética em fluxos de trabalho de múltiplas etapas.
O que é o Gemini 4 Argon do Google e como ele se compara à concorrência
O limite de saída do modelo foi expandido para 1 milhão de tokens — ante 64 mil tokens da geração anterior. Em benchmarks do setor, o Argon registrou os seguintes resultados:
- DeepSWE v1.1: 77,9% em engenharia de software de horizonte longo
- AutomationBench (Zapier): 51,3% em funções empresariais autônomas
- LVBench: 91,7% em interpretação e compreensão de vídeos longos
- Vals Index: topo do ranking em finanças, direito, impostos e código
- CWE-bench v1: 68% em remediação de falhas de segurança
A liberação inicial é restrita a parceiros estratégicos de cibersegurança por meio do programa Fairwind — uma iniciativa que envolve empresas e órgãos do governo dos EUA para testes de segurança antes de uma abertura ampla ao mercado.
Koray Kavukcuoglu, Vice-Presidente Sênior do Google DeepMind e Arquiteto-Chefe de IA, afirmou que o modelo foi “criado para sustentar raciocínio profundo em fluxos de trabalho complexos e de longo horizonte” e que o Argon está “mudando fundamentalmente a forma como trabalhamos e construímos no Google.”
Um porta-voz oficial do Google declarou que o Argon é “o nosso modelo mais performático até agora, criado para cargas de trabalho complexas”, e que a empresa o considera “comparável a modelos de fronteira como o Astra (da OpenAI) e o Opus (da Anthropic) nos principais benchmarks de programação e cibersegurança.”
Aplicações internas e cibersegurança
O Google já usa o Argon em operações próprias. Agentes do modelo analisaram a telemetria da frota de servidores da empresa e aplicaram otimizações que liberaram mais de 300 tebibytes (TiB) de memória nos data centers. O modelo também migrou mais de 800 mil linhas de código para a linguagem Rust no kernel Zircon do sistema operacional Fuchsia, além de reescrever 32 mil linhas na biblioteca open-source libgav1 — gerando um decodificador 2,7 vezes mais rápido.
Na área de segurança, a empresa Wiz usou o Argon no programa Scan for Good para identificar uma falha crítica em sistemas de saúde utilizados por hospitais globalmente — vulnerabilidade que modelos anteriores não haviam detectado.
Preços e acesso comercial
Para impulsionar a adoção corporativa, o Google anunciou preços promocionais de lançamento. Análises estimam o custo por tarefa do Argon em cerca de US$ 1,99 no período introdutório — aproximadamente 40% abaixo do praticado por concorrentes em suas versões topo de linha. Veja a tabela de preços:
| Modelo de IA | Tokens de Entrada (por 1M) | Tokens de Saída (por 1M) | Entrada em Cache (por 1M) | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Gemini 4 Argon (Padrão) | US$ 4,00 | US$ 20,00 | US$ 0,20 | Preço pós-período introdutório |
| GPT-6 Astra | US$ 10,00 | US$ 50,00 | Não divulgado | Modelo concorrente da OpenAI |
| Claude Opus 5.5 | US$ 4,00 | US$ 20,00 | Não divulgado | Modelo concorrente da Anthropic |
A expansão comercial do modelo deve começar em breve para clientes pagos da API e assinantes do plano Google AI Ultra.
| Benchmark | Resultado |
|---|---|
| DeepSWE v1.1 | 77,9% em engenharia de software |
| AutomationBench (Zapier) | 51,3% em funções empresariais autônomas |
| LVBench | 91,7% em interpretação de vídeos longos |
| Vals Index | Topo do ranking em finanças, direito, impostos e código |
| CWE-bench v1 | 68% em remediação de falhas de segurança |
