Piauí

Advogada oferece assistência jurídica gratuita a mães que têm crianças com microcefalia

Um gesto de doação vem fazendo a diferença na vida de famílias que têm crianças com microcefalia. A advogada Maria Claudia Almendra atua em um projeto desenvolvido por ela desde setembro, levando atendimentos gratuitos às mães de crianças que têm a doença.

Com o hábito de fazer doações de alimentos, roupas e fraldas para famílias de baixa renda em Teresina, a advogada percebeu que podia fazer bem mais em prol dessas famílias. “Percebi que essas pessoas também precisavam de informação, então separei um dia por mês para oferecer assistência jurídica gratuitamente”, diz ela ao reforçar que definiu mulheres que tiveram filhos com microcefalia como o seu público-alvo no projeto.

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Em contato com algumas mães, a advogada buscou saber o que elas mais precisavam. “Muitas foram abandonadas pelo marido após o nascimento do bebê, não recebem pensão alimentícia e a maioria não conseguiu o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)”, explicou.

Um dos exemplos, é o da piauiense Cileia Ribeiro dos Santos, de 36 anos. Ela é mãe do pequeno Heryson Yula, que nasceu em 2016 com uma malformação congênita. Ela não conseguiu pensão por estar empregada na época, sendo que o valor superava o teto previsto pela legislação. “Mas perdi meu emprego e estou esperando analisarem meu caso”, conta a mãe, que nunca ouviu uma palavra do filho.

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Cileia Ribeiro já conta com o auxílio de Maria Claudia para obter o benefício. “Ela já me tranquilizou falando da nova lei e acrescentou muito”, afirmou ao elogiar o trabalho da voluntária. “Isso que ela faz é bem importante porque temos pouco acesso a informação”.

Atualmente, a advogada ministra palestras sobre o tema. “Muitas mães têm mágoa dos ex-maridos que as abandonaram, então também falo dos problemas que a alienação parental pode trazer”, explica a especialista em direito familiar ao reforçar que instituições que atendem essas mães, a exemplo do Centro Dia de Microcefalia, em Teresina, necessitam de mais ajuda.“E é por isso que estou à procura de outros profissionais como médicos, contadores e dentistas que também queiram participar do projeto.”

Para colaborar, basta entrar em contato com a advogada pelo Instagram e separar um dia do mês para visitar o local. Afinal, “ver o que essas crianças passam é de doer o coração”, avisa.

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