Leandro da Silva Sousa, apontado como o suspeito de assassinar o delegado Márcio Mendes, foi submetido a uma audiência de custódia em Caxias, no Maranhão, neste sábado, 12 de julho. Ele deve responder por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio. A prisão de Leandro aconteceu após uma intensa operação policial que durou cerca de 31 horas.
A captura e o crime em Caxias
A força-tarefa mobilizou aproximadamente 80 agentes das polícias Civil do Maranhão e do Piauí, além da Polícia Rodoviária Federal. Leandro da Silva Sousa foi localizado em uma área de mata próxima à sua residência e à casa dos pais, no povoado Jenipapeiro, zona rural de Caxias, município que fica a cerca de 360 km de São Luís. Após a captura, ele foi encaminhado à Delegacia Regional de Caxias, onde prestou depoimento e foi autuado em flagrante.
O crime ocorreu na manhã da última quinta-feira (10), quando o delegado Márcio Mendes e outros dois agentes se dirigiram ao povoado para cumprir um mandado de prisão preventiva contra Leandro por roubo. Ao chegarem à residência do suspeito, foram recebidos a tiros de espingarda. Márcio Mendes foi atingido no pescoço e morreu no local, enquanto os outros dois agentes ficaram feridos e seguem internados em um hospital em Teresina, Piauí. A arma utilizada no crime ainda não foi localizada pelas autoridades.
Quem era o delegado Márcio Mendes
Márcio Mendes Silveira, de 51 anos, era um profissional dedicado e atuava no 4º Distrito Policial de Caxias, sendo responsável por investigações na Região Leste do Maranhão. Natural de Fortaleza (CE), morava atualmente em Teresina (PI). O delegado tinha mais de 10 anos de serviço na Polícia Civil do Maranhão, com passagens por Trizidela do Vale, Coelho Neto, e há cerca de três anos estava em Caxias. Ele deixou dois filhos, de 27 e 19 anos.
O corpo de Márcio foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) em Timon, para autópsia, e posteriormente velado e sepultado em Teresina na tarde de sexta-feira, 11 de julho, em uma cerimônia restrita à família. “Era um grande profissional e sempre disponível”, lamentou o delegado Jair Paiva, da Regional de Caxias.
