Quem depende de programas sociais no Piauí recebe, em média, menos de um terço do que ganha quem vive do trabalho. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (14) mostram que o rendimento médio de beneficiários de programas sociais no estado chegou a R$ 790,00 em 2025, enquanto a média de quem trabalha ficou em R$ 2.561,00.
A diferença é expressiva: três vezes maior para quem tem emprego ou atividade remunerada. Entre todos os estados brasileiros, o Piauí registrou o segundo menor rendimento de programas sociais do país. Só o Maranhão ficou abaixo, com média de R$ 789,00 — praticamente o mesmo valor.
Bolsa Família e o rendimento de programas sociais no Piauí
Em 2025, cerca de 38,4% dos domicílios piauienses tinham ao menos um morador que recebeu o Bolsa Família — o equivalente a 448 mil residências. O percentual coloca o estado na terceira posição nacional, atrás apenas do Maranhão (39,8%) e do Pará (38,6%).
Na outra ponta do ranking, Santa Catarina teve apenas 3,9% dos domicílios com beneficiários do programa. A média nacional ficou em 17,2%.
Houve queda em relação ao ano anterior. Em 2024, o percentual de domicílios piauienses com Bolsa Família era de 40,9% — uma redução de 2,5 pontos percentuais até 2025. A mesma tendência se repetiu no Brasil como um todo: a proporção nacional recuou de 18,6% para 17,2%.
BPC cresce enquanto Bolsa Família recua
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) seguiu caminho inverso. O IBGE identificou que 7% dos domicílios piauienses tinham moradores com rendimento desse benefício em 2025, alta de 0,3 ponto percentual frente a 2024. No Brasil, o índice subiu de 5% para 5,3% das residências no mesmo período.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), levantamento contínuo do IBGE que acompanha as condições de vida e renda da população brasileira.

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