Protestos no Irã causaram a morte de ao menos 5 mil pessoas desde o final de dezembro de 2025, conforme informou um funcionário do regime à agência Reuters. O aiatolá Ali Khamenei exigiu, neste sábado (17), a punição da “espinha dorsal” dos manifestantes, que reivindicam mudanças políticas no país.
O funcionário, que não se identificou, detalhou que os confrontos mais intensos ocorreram em áreas curdas do país asiático. Entre os 5 mil mortos, cerca de 500 eram agentes de segurança, segundo a mesma fonte.
Um balanço do grupo de direitos humanos Hrana estimou um número de mortos em 3.308, com outros 4.382 casos ainda sob análise. O grupo também registrou 24 mil prisões desde o início das manifestações.
Aiatolá Ali Khamenei exige punição a manifestantes no Irã
Neste sábado (17), o aiatolá Ali Khamenei declarou a necessidade de punir a “espinha dorsal” dos protestos. Ele indicou que iranianos contra o regime e ativos na mobilização seriam condenados.
“Não pretendemos levar o país à guerra, mas não perdoaremos os criminosos domésticos”, disse Khamenei em discurso transmitido pela televisão estatal iraniana. Ele acrescentou: “Pela graça de Deus, a nação iraniana deve quebrar a espinha dorsal dos revoltosos, assim como quebrou a espinha da revolta”.
Ritmo dos protestos diminui no Irã
O ritmo dos protestos diminuiu nos últimos dias. A HRANA registrou apenas uma manifestação na quinta-feira (15). Desde 28 de dezembro de 2025, foram contabilizados 618 atos em 187 Cidades do Irã.
Manifestantes no Irã desafiam o regime em meio a confrontos que já causaram milhares de mortes e prisões.
Com informações do Portal Terra
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