Giuseppe Faiella, o cantor e pianista que o mundo conheceu como Peppino di Capri, morreu ontem, sábado (11), na ilha de Capri, no sul da Itália. Ele tinha 86 anos. A família anunciou a morte nas redes sociais com uma mensagem de duas palavras: “tchau, Peppino”.
A morte de Peppino di Capri e o fim de uma era da música italiana
Nascido em 27 de julho de 1939 na mesma ilha que batizou seu nome artístico, Peppino di Capri construiu uma trajetória de mais de seis décadas como cantor, compositor e pianista. Ele foi um dos artistas que levou o rock e o twist para dentro da tradição melódica napolitana — uma fusão que definiu parte do som popular italiano do século XX.
Venceu o Festival de Sanremo duas vezes, em 1973 e 1976, e representou a Itália no Festival Eurovisão da Canção em 1991. Gravou mais de 500 músicas ao longo da carreira. Em 2023, o próprio Sanremo lhe entregou um Prêmio de Carreira.
Sua última aparição pública nos palcos foi em 2025, ao lado da banda Capri Rockers, liderada por seu filho Edoardo Faiella. Uma doença o havia afastado dos shows nos meses anteriores.
O cantor também tinha laços afetivos declarados com o Brasil. Em entrevista à Revista Insieme, ele disse: “Eu tenho um amor particular pelo Brasil, mas também o Brasil tem um amor particular por mim. E isso me enche de alegria.”
Em 2025, a Prefeitura de Capri lançou uma cinebiografia sobre sua vida, intitulada Champagne. O município também organizou uma câmara ardente na aula consiliare para que fãs e moradores pudessem se despedir do artista.
Os funerais acontecem neste domingo, 12 de julho, às 17h, na Igreja de Santo Stefano, em Capri. O apresentador Carlo Conti prestou homenagem nas redes sociais: “Ciao Peppino, ci hai fatto ballare con il twist, ci hai fatto emozionare ed innamorare con le tue canzoni… con te un grande amore e niente più.”
