Uma coreografia de torcida se tornou um dos fenômenos culturais da Copa do Mundo de 2026. A chamada remada viking da Noruega — em que torcedores simulam o movimento sincronizado de remadores em uníssono — saiu das arquibancadas, atravessou o Atlântico e chegou até o plenário do Parlamento norueguês, enquanto a seleção voltava a disputar um Mundial após 28 anos de ausência.
Como a remada viking da Noruega tomou conta da Copa do Mundo
A coreografia tem origem reivindicada por Ole Froystad, professor de Ensino Fundamental de 39 anos, que diz ter criado uma música inspirada em remadores vikings em 2025. Segundo ele, o significado é claro: “dar aos jogadores e ao estádio a onda viking, o sentimento e a energia viking. É como se eles estivessem em um barco viking.”
Froystad não escondia a emoção ao ver a repercussão. “Sinto como se estivesse vivendo um sonho. Sinto que tenho que me beliscar o tempo todo porque fico pensando: ‘quando vou acordar disso?’. É uma loucura”, disse o professor.
Nos Estados Unidos, onde a Copa acontece, a celebração se espalhando rapidamente entre os torcedores noruegueses. Pouco antes da estreia da seleção, um grupo tomou Times Square, em Manhattan, para fazer a remada coletivamente. A ESPN norte-americana e o jornal norueguês VG cobriram o fenômeno.
Depois da vitória da Noruega sobre o Senegal por 3 a 2, em Boston, os próprios jogadores reproduziram a coreografia em campo. O meia Martin Ødegaard comandou a sequência com um tambor e baquetas. Era o sinal de que a remada havia deixado de ser só da torcida.
Em Oslo, membros do Parlamento norueguês também aderiram. O presidente da Casa, Masud Gharahkhani, estava entre os que participaram da remada em apoio à equipe.
A vitória sobre o Senegal — com dois gols de Erling Haaland — garantiu seis pontos para a Noruega no Grupo I e a classificação para o mata-mata. “Colocamos a Noruega no mapa”, disse o atacante após o jogo.
A herança cultural por trás da coreografia remete à Era Viking, período entre os séculos 8 e 11 d.C. A Islândia já havia popularizado algo parecido em 2016, com o chamado Viking Clap, que também viralizou em torneios internacionais.
Froystad, que não se apresenta como o líder do movimento, minimizou seu próprio papel. “Acho que os capitães são o grupo de torcedores como um todo. Sou apenas um cara que ama os torcedores e ama a Noruega. Estou apenas feliz por fazer parte disso”, afirmou.
A Noruega enfrenta o Brasil nas oitavas de final, marcado para 5 de julho, em Nova York.
