Oscar Schmidt, ex-jogador considerado um dos maiores nomes da história do basquete mundial, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após 15 anos de tratamento contra um tumor cerebral. A informação foi confirmada pela assessoria do atleta.
Segundo a assessoria, Oscar deu entrada no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após passar mal, mas não resistiu. A causa exata da morte será confirmada por laudo pericial.
Postagens recentes de familiares indicavam que o ex-jogador já se encontrava com a saúde debilitada após uma cirurgia. No início de abril, o filho de Oscar, Felipe Schmidt, recebeu homenagem no lugar do pai durante evento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
A trajetória do maior cestinha da história do basquete
Eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos, Oscar Schmidt integrou o Hall da Fama da Fiba e, de forma inédita, também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga norte-americana. Em 1984, foi draftado pelo New Jersey Nets, mas abriu mão da vaga para continuar defendendo a seleção brasileira — na época, atletas da NBA não podiam representar seus países.
Pelo Flamengo, no final da carreira, Oscar superou a marca de 46.725 pontos do ex-NBA Kareem Abdul-Jabbar e se tornou o maior cestinha da história do esporte. Pelo Corinthians, conquistou o título brasileiro de 1996. Na Europa, defendeu a JuveCaserta por oito temporadas e o Pavia por três anos, ambos na Itália, acumulando 14 mil pontos e tendo camisas aposentadas nas duas equipes.
A carreira teve início nos anos 1970, quando Oscar defendeu Palmeiras e Sírio. Pelo Palmeiras, conquistou o Paulista de 1974, aos 16 anos, e o Brasileiro de 1977. Pelo Sírio, integrou o time campeão mundial de 1979. Também vestiu as camisas do América do Rio (1982), Fórum de Valladolid, na Espanha (1993–1995), Banco Bandeirantes (1997–1998) e Mackenzie (1998–1999).
Cinco Olimpíadas e o ouro pan-americano de 1987
Pela seleção brasileira, Oscar Schmidt participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos: Moscou (1980), Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996). Em Seul, foi o cestinha da competição, com 338 pontos. Nas edições de Moscou e Los Angeles, marcou 169 pontos em cada torneio.
O ponto mais alto da trajetória pela seleção foi o Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, quando o Brasil conquistou a medalha de ouro após virada sobre os Estados Unidos — a primeira derrota em casa dos norte-americanos na história da competição. Na seleção principal, Oscar ingressou após ser eleito melhor pivô do Sul-Americano Juvenil de 1977.
Velório restrito à família
A assessoria informou que a despedida ocorrerá de forma reservada, restrita aos familiares. Em nota, a assessoria afirmou que Oscar “enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua Batalha contra um tumor cerebral” ao longo de mais de 15 anos.
O filho do ex-jogador, Felipe Schmidt, publicou homenagem nas redes sociais. “Como filho, eu só tenho a dizer: pai, vou sentir a sua falta. Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. Você foi um exemplo de vida para mim, e eu nunca, nunca vou te esquecer”, escreveu Felipe Schmidt.
A causa da morte será confirmada por laudo pericial. Não há informações, até o momento, sobre local ou horário de eventual cerimônia aberta ao público.

Informações: Cnnbrasil.
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