Um adolescente de 17 anos, morador do povoado Boa Nova, na zona rural de Oeiras, morreu nesta sexta-feira (17) em Teresina após diagnóstico confirmado de raiva humana, segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). O jovem estava internado no Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela, unidade de referência estadual para doenças infecciosas.
De acordo com relatos de pessoas próximas ao adolescente, ele havia sido mordido por um sagui cerca de 40 dias antes do óbito. Após o episódio, comentou o ocorrido com colegas e chegou a mostrar a marca da mordida, mas não procurou atendimento médico no período indicado para avaliação e aplicação da vacina antirrábica, conforme as mesmas fontes.
O corpo passará por exames periciais antes da liberação para a família, procedimento padrão neste tipo de ocorrência, segundo informações da unidade hospitalar.
Estudante de Oeiras com raiva humana foi transferido após atendimento inicial na UPA
Com o surgimento de sintomas nos dias seguintes à mordida, o adolescente foi levado à Unidade de Pronto Atendimento de Oeiras. A equipe de saúde identificou sinais compatíveis com infecção pelo vírus da raiva — doença transmitida pela saliva de animais contaminados — e providenciou a regulação e transferência do paciente para Teresina, de acordo com informações divulgadas durante reportagem exibida no Piauí TV.
Já no Natan Portela, o jovem foi submetido a avaliação médica especializada com acompanhamento de equipe multiprofissional e realização de exames detalhados. O estado de saúde evoluiu de forma grave ao longo dos dias de internação até o óbito confirmado nesta sexta-feira (17), segundo a Sesapi.
M.K.S. era estudante do 3º ano do Centro de Ensino de Tempo Integral (CETI) Orlando Carvalho, em Oeiras. A confirmação do diagnóstico foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde durante a cobertura do caso pela emissora local.
Contato com saguis oferece risco de transmissão da raiva
Profissionais de saúde orientam que a população evite tocar, segurar ou manter proximidade com saguis, animais silvestres frequentes tanto em áreas urbanas quanto na zona rural. Em casos de mordidas ou arranhões por qualquer animal, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica e indicação da vacinação antirrábica, medida considerada essencial para impedir a evolução da doença, segundo autoridades sanitárias.
A vacinação antirrábica é eficaz quando aplicada no período adequado após a exposição ao vírus. A janela de tempo entre a mordida e a busca por atendimento é determinante para o resultado do tratamento, conforme protocolos do Ministério da Saúde.
A Sesapi não divulgou, até o momento, informações sobre abertura formal de investigação epidemiológica ou medidas de controle adotadas na região de Oeiras em decorrência do caso.

Informações: Radarpiaui.
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