Ellen Camila Alves de Souza foi morta a tiros na noite de domingo (13) durante uma confraternização no bairro Madre Teresa, em Teresina. O caso tem um detalhe que marca a dinâmica do crime: os suspeitos tentaram atirar, a arma falhou, eles foram embora — e voltaram para concluir o ataque.
Nesta segunda-feira (14), por volta das 7h30, o Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial, em conjunto com a Força Tática do 29º Batalhão da Polícia Militar, prendeu um suspeito no bairro Vale do Gavião. Com ele, os policiais encontraram um revólver e um celular. O suspeito era foragido do Centro Educacional Masculino e tinha mandado de prisão ativo por outros homicídios.
Segundo as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ellen participava de uma reunião com amigos e o namorado quando os suspeitos chegaram armados à residência. Na primeira tentativa de disparo, a arma não funcionou. Ellen e uma amiga correram e se trancaram em um quarto. Os suspeitos deixaram o local, mas retornaram.
Desta vez, o ataque foi consumado. A amiga conseguiu sair pulando pela janela. Ellen não teve a mesma saída e foi atingida pelos disparos, morrendo no local.
Moradores que ouviram os tiros acionaram o 29º Batalhão da Polícia Militar. Os policiais isolaram a área e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exame necroscópico. A Perícia Criminal também trabalhou na cena do crime.
Investigação de homicídio em Teresina apura motivação e ligação com o suspeito
O DHPP, sob coordenação do delegado Francisco Costa e da delegada Nathália Figueiredo, conduz as investigações. O celular de Ellen foi apreendido para análise pericial. A amiga que sobreviveu ao ataque foi ouvida pelos investigadores.
A Polícia Civil trabalha com diferentes hipóteses para determinar a motivação do crime. Entre os elementos apurados estão uma discussão verbal que Ellen teria tido horas antes do ataque e um histórico criminal anterior ligado à vítima. A ligação exata de Joesley com o assassinato também é investigada.

