Após quase 85 anos de união e ter sido reconhecido pelo Guinness World Records como o casamento mais longevo do mundo na atualidade, Manoel Angelim Dino morreu na última segunda-feira (20), em Boa Viagem, no Ceará, aos 106 anos de idade.
Manoel e sua esposa, Maria de Sousa Dino, de 102 anos, se despediram após um relacionamento notável que começou em 20 de novembro de 1940. O casal iria completar 85 anos de união no dia 20 de novembro deste ano.
O falecimento de Manoel Angelim Dino encerra uma história que gerou 13 filhos e inúmeros descendentes, contando com 55 netos, 66 bisnetos e 14 tataranetos.
O casal cearense foi reconhecido pelo Guinness World Records em fevereiro de 2025. A morte do patriarca foi lamentada pelo LongeviQuest, grupo de pesquisadores que monitora supercentenários e foi responsável por atestar o recorde do casal.
O enterro de Manoel Angelim Dino, que tinha 106 anos e 95 dias, aconteceu na tarde de terça-feira (21) no município de Boa Viagem.
História da união e o segredo do amor
O relacionamento notável teve início após o segundo encontro entre Maria de Sousa e Manoel, em 1939. Na época, o agricultor precisou construir uma casa em um ano para que o pai da noiva autorizasse o casamento.
Em 2023, quando celebraram 83 anos de casados, a neta do casal, Valéria Angelim, contou que a avó definiu o segredo para a união tão longa como “amor”.
Segundo Valéria Angelim, que é uma das responsáveis pelos cuidados do casal, Dona Maria admira “a coragem, o comprometimento com a família e o amor que Angelim sempre teve”.
Valéria também relatou que os avós ficaram felizes ao saber do reconhecimento do recorde. O casal e a família esperavam celebrar as bodas de girassol, que marcam 85 anos de casamento, em novembro de 2025.
Manoel e Maria trabalharam juntos na agricultura, produzindo fumo de rolo, para criar seus 13 filhos, sem que passassem grandes necessidades, conforme a neta.
No momento da morte do marido, Maria de Sousa, de 102 anos, estava com os movimentos limitados, após ter sofrido uma fratura no fêmur há dois anos.

Com informações do g1