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A Polícia Federal (PF) está investigando estudantes da Universidade Federal do Piauí (UFPI) por supostamente terem encomendado ataques cibernéticos contra os sistemas da instituição. As invasões seriam uma forma de protestar e pressionar pela instalação de ar-condicionado e a aquisição de uma geladeira industrial, conforme apontam as investigações.
Ataques cibernéticos e resposta da universidade
A reitoria da UFPI denunciou dois episódios de invasão aos sistemas da universidade, ocorridos em maio e junho de 2024, que levaram à abertura de uma investigação pelo Núcleo de Crimes Cibernéticos da PF.
O primeiro ataque foi registrado em 8 de maio de 2024, quando a página inicial do site da universidade foi alterada. A página passou a exibir uma imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mensagens consideradas ofensivas aos estudantes. Este incidente ocorreu apenas um dia após um protesto estudantil que reivindicava melhorias na infraestrutura e segurança da universidade.
O segundo episódio aconteceu em 12 de junho de 2024, quando diversos serviços institucionais da UFPI ficaram indisponíveis devido à execução de scripts maliciosos. Equipes de tecnologia da universidade identificaram falhas nos servidores e agiram para restaurar os sistemas afetados.
Motivação e envolvidos na investigação
Segundo o delegado Eduardo Monteiro, responsável pelo caso na PF, a investigação aponta que “uma pessoa ligada às manifestações tinha o desejo de se manifestar” e, por isso, “solicitou o ataque”. As demandas dos alunos, como a instalação de ar-condicionado e a aquisição de uma geladeira industrial, foram citadas como motivações por trás da ação. O delegado ressaltou que, embora o hacker contratado tenha incluído uma manifestação política própria, o objetivo principal do ataque estava relacionado às reivindicações estudantis.
Mandantes de ataques cibernéticos à UFPI
Os estudantes da UFPI são apontados como os acusados de encomendar os ataques, enquanto a universidade é a vítima. Além deles, um hacker foi contratado para executar as invasões.
Andamento das apurações em Teresina
A investigação, ainda em fase inicial, já resultou na apreensão de computadores e celulares. O objetivo das autoridades é analisar a possível ligação entre os estudantes e o hacker, determinar se houve pagamento pelos serviços ilícitos e identificar todos os indivíduos envolvidos nos crimes. O caso segue em apuração na capital piauiense, buscando esclarecer as responsabilidades e implicações legais dos ciberataques.

Com informações do Meio News
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