O Hospital Getúlio Vargas (HGV) realizou nesta segunda-feira (23) uma cirurgia de alta complexidade para corrigir coarctação da aorta em um paciente de 21 anos, com o procedimento sendo bem-sucedido e considerado essencial para evitar complicações graves.
A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada pelo estreitamento da principal artéria do corpo, o que compromete o fluxo sanguíneo. Segundo o cirurgião José Lira, que coordenou o procedimento, a condição provoca aumento da pressão arterial nos membros superiores e redução da circulação nas pernas.
“Essa condição provoca aumento da pressão arterial nos membros superiores e redução da circulação nas pernas. O tratamento é cirúrgico e essencial para evitar complicações graves, como insuficiência cardíaca. Conseguimos realizar o procedimento com sucesso”, destacou o médico.
O paciente, Antônio Sebastião, apresentava o problema cardíaco desde a infância. No entanto, o diagnóstico só foi confirmado na fase adulta, após o agravamento do quadro clínico. A mãe do jovem, Antônia Freire, relatou que os primeiros sinais surgiram na infância, com crises convulsivas e atrasos no desenvolvimento.
Diagnóstico tardio de coarctação da aorta
Antônia Freire explicou que, inicialmente, o filho foi tratado com terapias como acompanhamento psicológico e fonoaudiológico. Ele também passou por ortopedista em Piripiri devido à demora no desenvolvimento da marcha. “Na época, morávamos em Domingos Mourão, um local muito isolado, o que dificultava o acesso à saúde”, contou a mãe.
A família se mudou posteriormente para São João da Fronteira, onde o jovem continuou sendo acompanhado. Aos 20 anos, o estado de saúde de Antônio Sebastião piorou significativamente, e ele passou a fazer uso de medicação, desenvolvendo pressão alta.
“Como não havia exames cardiológicos disponíveis na cidade, procurei atendimento especializado. Foi quando descobrimos o problema cardíaco congênito”, detalhou Antônia Freire. A internação para a cirurgia ocorreu no dia 8 de março.
A mãe do paciente expressou alívio com o sucesso do procedimento. “Fomos chamados para a internação no dia 8 de março. Graças a Deus, tudo correu bem. Agora, espero que ele possa ter uma vida normal”, disse Antônia Freire.
Para a diretora-geral do HGV, a cirurgia representa um avanço nos serviços de alta complexidade ofertados pelo hospital. A gestora ressaltou que a unidade está evoluindo no serviço cardiovascular, reforçando seu papel como referência em atendimentos especializados no estado.
O paciente segue em recuperação no HGV após o procedimento bem-sucedido.

Informações: Governo do Piauí
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