Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (03) que vão “administrar” a Venezuela até que uma “transição adequada” ocorra no país caribenho. A declaração do presidente Donald Trump veio poucas horas após um ataque coordenado contra o regime de Nicolás Maduro durante a madrugada, que culminou na captura do líder venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores.
Em coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, Trump classificou o regime de Maduro como uma “ditadura ilegal” e afirmou que os EUA estão preparados para lançar uma “segunda onda de ataques se for necessário”. O presidente norte-americano declarou que há “evidências imensas dos crimes” de Maduro, que serão apresentadas em tribunais dos Estados Unidos.
Trump informou que o presidente da Venezuela “lançou campanhas de terror” contra os EUA, as quais “não serão mais brutais agora”. Ele também mencionou que a operação de captura foi “muito bem organizada” e que nenhum americano perdeu a vida. O líder republicano revelou que Maduro se escondia em uma fortaleza.
EUA acusam Maduro de narcotráfico e terrorismo
Após uma hora de intensos bombardeios em Caracas e em várias regiões da Venezuela, Trump anunciou que Maduro responderá perante um tribunal de Nova York por acusações de narcotráfico e terrorismo. O presidente dos Estados Unidos advertiu que não permitirá que ninguém do círculo de Maduro retome o poder.
Trump contou à emissora Fox que acompanhou a captura de Maduro “literalmente como se estivesse assistindo a um programa de televisão”. O mandatário norte-americano considera Maduro ilegítimo, alegando fraude nas eleições de julho de 2024. Maduro foi formalmente acusado de narcotráfico pela Justiça americana em 2020, com uma recompensa de 50 milhões de dólares oferecida por sua captura.
Os ataques aéreos sacudiram Caracas por volta das 2h locais (3h em Brasília), no apogeu de quatro meses de pressão militar contra Maduro. Jornalistas da AFP relataram que os bombardeios atingiram o Fuerte Tiuna, o maior complexo militar do país, e uma base aérea, entre outros locais, durando cerca de uma hora.
Caracas amanhece sob forte patrulhamento
Washington atacou ainda os estados vizinhos de La Guaira, onde fica o aeroporto de Caracas, Miranda e Aragua, a uma hora de carro da capital. A cidade de Caracas amanheceu deserta, mas horas depois filas se formaram em frente a supermercados. Para evitar saques, os comércios atendiam o público através das grades.
Vários bairros da capital venezuelana apresentavam cheiro de pólvora, enquanto agentes policiais encapuzados e fortemente armados percorriam a cidade e vigiavam sedes estatais. Cerca de 500 apoiadores de Maduro se reuniram em frente ao Palácio de Miraflores, alguns erguendo seus retratos e outros agitando bandeiras venezuelanas.
Com informações do site Itatiaia
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