Com 41 milhões de eleitores convocados às urnas neste domingo (31), a Colômbia escolhe seu próximo presidente em um processo eleitoral tenso, atravessado por ataques, ameaças, sequestros e até o assassinato de um candidato. A eleição ocorre em meio ao que analistas descrevem como a maior onda de violência política das últimas décadas no país.
Candidatos e a polarização da eleição na Colômbia
A disputa reflete uma divisão profunda na sociedade colombiana. De um lado, Ivan Cepeda, apontado como favorito nas pesquisas, defende a continuidade das negociações com grupos armados e a ampliação de reformas sociais. Do outro, Abelardo de Lais Prieja aposta em linha dura contra o crime e maior militarização do Estado.
Correndo em posição diferente dos dois polos mais evidentes está a senadora Paloma Valência, que tenta conquistar eleitores com um discurso de centro. O atual presidente, Gustavo Petro, não concorre à reeleição.
A polarização entre esquerda e extrema direita é descrita como inédita na história recente do país. Temas como segurança pública, relações com grupos armados e política social dominaram os debates ao longo da campanha.
Violência marca o processo eleitoral colombiano
O clima de tensão não ficou restrito às urnas. Ao longo do processo eleitoral, candidatos sofreram ataques e ameaças, houve registros de sequestros e um candidato foi assassinado. O cenário colocou a segurança das eleições no centro das preocupações das autoridades.
Para garantir a realização do pleito, o governo mobilizou mais de 228 mil agentes em todo o território nacional. Além disso, o governo anunciou recompensas para quem denunciar crimes eleitorais.
Regras da disputa e possível segundo turno
Para vencer já neste domingo, um candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos. Se nenhum deles alcançar esse patamar, a decisão vai para um segundo turno marcado para o dia 21 de junho.
O resultado desta eleição definirá os rumos do país em temas como segurança, economia e política social — em um momento em que a Colômbia observa com atenção experiências vizinhas, como a de El Salvador, e pressões externas vindas dos Estados Unidos.
