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20 de Janeiro de 2018

Afastados, 23 servidores do hospital de Amarante reivindicam e passam a trabalhar do lado de fora


Hospital de Olhos

Vinte e três funcionários terceirizados do hospital Dr. Francisco Ayres Cavalcante, em Amarante, afastados dos cargos desde o último dia 2 de abril, quinta-feira, estão dando expediente do lado de fora da instituição. Eles receberam da nova gestão a determinação de afastamento, o que atribuem a “decisões única e exclusivamente políticas, e sem nenhum critério administrativo”.

As empresas às quais estão vinculados os servidores são a ServiSan e a Limpel, ambas de Teresina, que são ligadas ao governo do estado. A determinação do expediente na área externa do hospital partiu de um entendimento entre a categoria e as referidas empresas, que confirmam que os vínculos contratuais continuam valendo e que nenhum servidor foi afastado dos cargos no município. “Eles nos orientaram a fazer o nosso expediente do lado de fora para que não sejamos afastados das empresas por abandono de trabalho”, afirmou a contratada da ServiSan, Kalline Nascimento.

Segundo os servidores, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) ratificou as afirmações de que não houve nenhuma demissão no quadro de funcionários das referidas empresas junto ao órgão no município de Amarante.

Procurado pelo Portal Somos Notícia, o diretor do hospital de Amarante, Dr. Luís Antonio, disse que não estava em condições de conceder entrevista. Ele assegura apenas que as medidas estão sendo tomadas em Teresina.

Questionado acerca dessas medidas, ele cogitou uma possível quebra de contrato ou substituição dos servidores junto à ServiSan e a Limpel.

Os 23 membros afastados apresentaram nesta sexta-feira, 10, ao Ministério Público, um relato que detalha todos ocorridos desde o afastamento. No documento, eles asseguram que o diretor da Unidade de Gestão de Pessoas da Sesapi, Dr. Rocha, foi favorável à decisão, com o seguinte teor: “…mas, se o diretor não quisesse os nossos serviços, que a gente ficasse do lado de fora da recepção para não caracterizar abandono de emprego.”

Em entrevista, os funcionários reafirmaram que o desejo não é de permanência no hospital. “O que a gente não quer é ser prejudicado junto à empresa para a qual prestamos serviços”, reforça Kalline, cogitando como aceita a possibilidade de remanejo dos servidores para outros órgãos do estado.

Em conversa, todos confirmam que a “decisão é apenas uma manobra política que visa a demissão dos funcionários por terem deixado o emprego”.

“A gente não vai forçar nossa entrada, mas vamos permanecer debaixo dessa mangueira, sentados, cumprindo o nosso horário de serviço. Quem sofre com tudo isso é a população, pois em algumas funções, ainda não há substituto no hospital, a exemplo da limpeza, um setor que também é muito importante”, encerra.

Outra informação repassada aos servidores pelas empresas é que o desligamento somente ocorrerá com a expiração da validade dos contratos. “Na primeira conversa que eu tive com o diretor, ele me disse que não precisava mais dos nossos serviços e que a gente podia ir para casa sem nenhum prejuízo. Eu pedi uma garantia da sua afirmação e ele não nos deu. Nós vamos continuar porque temos a informação de que só vamos sair com o vencimento dos contratos”, afirmou Guilherme Teixeira, funcionário da ServiSan.

Uma das situações, consideradas vexatórias por um dos membros afastados, foi vivida pela servidora Eliane Lira, funcionária da ServiSan. “Ele me disse que ELES não queriam mais ver a minha cara no hospital. Eu perguntei o porquê, e o diretor apenas me disse que era por causa do meu sobrenome Lira.” Segundo ela, a resposta foi uma alusão política ao candidato de oposição nas últimas eleições para prefeito, Dr. Agenor de Almeida Lira.

Edição, postagem e fotos: Denison Duarte

 

 

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RELATO ENCAMINHADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO

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RELAÇÃO NOMINAL DOS SERVIDORES AFASTADOS

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