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11 de dezembro de 2017

Amarantina leva à Justiça bancos Panamericano, Banrisul e ITAÚ por golpes de “empréstimo fácil”


Hospital de Olhos

Apesar das medidas adotadas pela Justiça e pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) para preservar a integridade moral dos aposentados, é cada vez maior o número de vítimas de golpes em empréstimos consignados.

O município de Amarante vive um drama semelhante. Um exemplo é o de uma beneficiária do INSS que acionou a Justiça depois de ter sido vítima de dois golpes em empréstimos nos bancos Banrisul e Panamericano, a partir da oportunidade do empréstimo fácil.

A vítima, que será identificada pelo nome fictício de Martha Andreoli, acionou a Justiça e terá no próximo dia 3, quarta-feira, a primeira audiência de tentativa de conciliação no cartório de Amarante.

Dois assessores jurídicos da vítima asseguram que a prática é comum, mas é preciso que os bancos sejam processados e que o valor da indenização seja de acordo com o dano moral provocado pelas financeiras.

Nesta quinta-feira, 14, um novo empréstimo foi descoberto por Martha Andreoli. Desta vez, o valor superou a soma dos dois primeiros. O banco escolhido para o golpe foi o ITAU/BMG, que também atua no ramo do empréstimo fácil. Este último banco também será processado pela aposentada.

Todos os empréstimos feitos têm algo em comum: nenhum teve a autorização prévia da vítima. “Eu não assinei um documento sequer! Agora, somam-se três empréstimos em meu nome. Eu não entendo como é tão difícil a gente conseguir legalmente qualquer valor em um banco e um bandido consegue sem nenhuma dificuldade usando meus documentos pessoais sem que eu nunca tenha enviado esses documentos a essas empresas”, afirmou Martha ao assegurar que nunca abriu uma conta corrente ou de poupança nos referidos bancos.

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Com o aumento dos golpes em Todo o Brasil, o INSS passou a adotar o bloqueio dos pagamentos das parcelas aos bancos após constatadas as irregularidades nos empréstimos. Outra medida é não aprovação de novos empréstimos após o comprometimento de 30% da renda do aposentado.

De acordo com Martha Andreoli, não haverá tolerância em relação à exposição do seu nome e ao dano moral que vem sofrendo com os empréstimos consignados. “O que mais vai me deixar bem é a certeza de estar processando essas instituições, embora não haja reparação para os danos morais que sofri”, encerra.

Edição e postagem: Denison Duarte

Radar Financeira

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