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Obra descumpria as normas trabalhistas

Perícia fiscalizou local após morte de operário na madrugada do sábado.
Trabalhos em altura foram proibidos durante período da noite, segundo MPT.

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A construtora Andrade Gutierrez, responsável pelas obras da Arena da Amazônia, descumpria 63 das 64 normas de proteção à saúde e segurança do trabalhador no canteiro de obras do estádio que sediará a Copa em Manaus, segundo o Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT 11.ª Região). O órgão realizou perícia judicial na arena, durante a semana, após a morte de um operário no sábado.
O resultado da fiscalização foi apresentado, parcialmente, na noite desta quarta-feira (18), em coletiva de imprensa, na sede do MPT. Segundo o Ministério Público, o objetivo da ação foi verificar o cumprimento, por parte da empresa Andrade Gutierrez, do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), firmado perante o órgão ministerial em janeiro de 2012. A perícia constatou 63 ilegalidades, de lista de 64 regras, segundo o MP. A única regularidade foi a conclusão do serviço de terraplanagem.
O laudo completo deverá ser apresentado em 30 dias. No entanto, o resultado preliminar já é negativo. “Na medida liminar que foi concedida em maio de 2013 foram determinadas 64 obrigações, entre as quais, o cumprimento de normas relacionadas ao trabalho em altura. A perícia técnica do dia 16 de dezembro, inicialmente, não foi designada em razão do acidente de trabalho. Porém, pelo acidente, o objeto da perícia foi ampliado. Foram incluídas essas 64 obrigações. A posição inicial que nós tivemos do perito, embora não definitiva, pois a gente ainda não tem a conclusão do laudo, aponta que 63 dessas obrigações estavam sendo descumpridas”, explicou a promotora, Maria Nely Bezerra de Oliveira.
Com as constatações negativas colhidas pelos promotores, foram determinadas novas regras, como a mudança de andaimes e a proibição do trabalho à noite no anel superior da Arena da Amazônia. “No período da noite, fica determinado que não mais serão realizados trabalhos na cobertura e da instalação das membranas. Porém, as demais atividades prosseguem. Além do mais, a empresa se comprometeu a substituir alguns andaimes móveis por Plataformas de Trabalhos Aéreos (PTA), como também, algumas mudanças em torno da gestão da segurança. Inclusive, o número de técnicos de seguranças está sendo dobrado pela Andrade Gutierrez”, salientou o promotor Jorsinei Dourado do Nascimento.
O MPT anunciou ainda que deverão ser feitas ainda novas fiscalizações neste ano para averiguar se as obrigações serão implementadas pela Andrade Gutierrez. O laudo pericial tem 30 dias para ser concluído. A empresa poderá ser multada em R$ 20 mil, por item irregular, em caso de reincidências nas irregularidades.
Ao G1, a Andrade Gutierrez informou que se pronunciará por meio de nota na quinta-feira (19). A Unidade Gestora do Projeto (UGP) Copa afirmou que o cronograma das obras da arena deve ser refeito e novos prazos de entrega estabelecidos.

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Com uniformes adaptados, CPB inicia contagem regressiva para Tóquio

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Os uniformes que a delegação do Brasil utilizará na Paralimpíada de Tóquio (Japão) foram lançados nesta segunda-feira (17), em live (transmissão ao vivo) do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em suas páginas no Facebook e no YouTube.  O evento ocorreu nesta tarde, na Japan House São Paulo – espaço cultural na Avenida Paulista –  marcando simbolicamente a contagem regressiva de 100 dias para os Jogos, iniciada ontem (16).

Lorena Spoladore e guia Renato Ben Hur - Paralimpíada - Tóquio - uniforme - Brasil Lorena Spoladore e guia Renato Ben Hur - Paralimpíada - Tóquio - uniforme - Brasil

Ao lado do guia Renato Ben Hur, a velocista Lorena Spoladore elogiou as etiquetas em braile: item vai he possibilitar vestir o uniforme sem ajuda de terceiros – Alexandre Urch/Exemplus/CPB/Direitos Reservados

Assim como nos Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru) em 2019, os trajes foram desenvolvidos pelo próprio Comitê. Os equipamentos têm itens de acessibilidade, como um zíper ergonômico para atletas com limitação motora e articular nas mãos ou calças com abertura lateral na barra para facilitar a passagem da prótese nos membros inferiores. Os tops, por sua vez, possuem alças retas e sem o cruzamento nas costas, para auxiliar a vestimenta dos esportistas com deficiências visuais.

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“A etiqueta em braile [interna] foi um grande diferencial nesta coleção. Com certeza, vai dar mais autonomia para os atletas com deficiência visual. Geralmente, tínhamos que pedir para os nossos guias me auxiliarem no momento de me arrumar. Agora, vou conseguir preparar o uniforme sozinha”, disse a velocista Lorena Spoladore, da classe T11 (cego total), em nota à imprensa do CPB.

“Pensar na pessoa com deficiência na hora de desenvolver uma roupa é promover a inclusão e, ao mesmo tempo, no desempenho esportivo”, completou a atleta Raissa Rocha, do lançamento de dardo pela classe F56 (cadeirantes). 

A estimativa do CPB é que o Brasil tenha uma delegação com 230 representantes em Tóquio. Segundo a entidade, 178 atletas de 14 modalidades já garantiram vaga. Os últimos foram Adriana Azevedo, Mari Santilli e Giovane Vieira de Paula, que asseguraram lugar nos Jogos no último sábado (15), durante a Copa do Mundo de paracanoagem, em Szeged (Hungria).

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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