Um imóvel comercial desabou na tarde de sexta-feira (6) no bairro do Brás, em São Paulo, deixando feridos entre as 35 pessoas que estavam no interior do prédio. O Corpo de Bombeiros suspendeu os trabalhos de busca às 22h30 por risco de novo colapso da estrutura. Não houve registro de mortes.
Desabamento de prédio no Brás, em São Paulo: o que se sabe
O colapso aconteceu às 18h38, na Rua Maria Joaquina, 192. Das 35 pessoas que estavam no local, 27 foram resgatadas pelas equipes de socorro e 8 conseguiram sair por conta própria. Ao todo, 17 tiveram ferimentos leves e quatro foram encaminhadas à UPA da Mooca em estado estável.
O atendimento inicial mobilizou 51 bombeiros e 17 viaturas. Testemunhas relataram uma espera de cerca de 40 minutos até a chegada do socorro.
Antes da queda, moradores e trabalhadores do imóvel já haviam notado trincas e rachaduras nas paredes. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) isolou e interditou a Rua Maria Joaquina para viabilizar os resgates.
Dois trabalhadores que estavam no prédio no momento do acidente descreveram o susto. “Foi um milagre. O prédio começou a desmoronar da frente para trás e foi até a metade. E a gente estava no fundo”, disse Wesley. Paulo Fernandes, de 25 anos, resumiu: “Se não fosse por isso, a gente tinha morrido”.
A hipótese principal para o desabamento é excesso de peso. O prefeito Ricardo Nunes disse que “a grande suspeita, a se confirmar ainda, é de excesso de peso. Muitos caminhões chegaram nesse local para armazenar tecido, e o excesso de peso pode ter ocasionado o desmoronamento”. O imóvel não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
A Polícia Civil investiga as causas do acidente por meio de perícia. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que “toda a estrutura da Polícia Civil está mobilizada tanto no socorro às vítimas quanto na investigação das causas do desabamento e na identificação de possíveis responsáveis”. Na madrugada, equipes seguiam com a remoção dos escombros.
