Um jato executivo com nove pessoas a bordo caiu em Greenacres, na Flórida, anteontem (1º), matando todos os ocupantes — entre eles a copilota brasileira Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos. A aeronave, um Learjet 60 operado pela empresa Upper Jets, havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. Momentos antes do impacto, a tripulação reportou formação de gelo e turbulência, e uma voz feminina emitiu um chamado de emergência.
Acidente aéreo na Flórida: o que se sabe sobre a queda do jato
O Learjet 60 deixou Austin às 9h36 do horário local. A aeronave transportava dois tripulantes e sete passageiros. Às 12h50, a queda ocorreu em área residencial de Greenacres, no condado de Palm Beach.
Antes do impacto, a tripulação comunicou ao controle de tráfego aéreo a presença de gelo e turbulência moderada. Em seguida, uma voz feminina — atribuída à tripulação — transmitiu um “Mayday”, informando perda rápida de altitude. O acidente matou as nove pessoas a bordo.
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) e a Administração Federal de Aviação (FAA) investigam as causas do desastre. A identificação oficial das vítimas depende de testes de DNA, segundo o médico legista do condado de Palm Beach.
Quem era Nathalia Gadelha Filgueiras
Nathalia tinha 20 anos e acumulava mais de 1.300 horas de voo. Seu interesse pela aviação começou na infância. Em 2020, ela iniciou os estudos teóricos — custeados pelo distrito escolar de Palm Beach County —, e em 2023, aos 17 anos, obteve a licença de piloto privado no condado de Palm Beach. Em março de 2026, ela celebrou o comando do próprio Learjet 60.
Trabalhava como copilota em Fort Lauderdale, pela Upper Jets. Em suas redes, Nathalia descrevia a singularidade de sua rotina com humor: “Gosto de ser diferente de todo mundo. Algumas pessoas acham estranho que eu saiba pilotar aviões, mas não saiba dirigir um carro — quer dizer, até sei, mas muita gente acha isso engraçado.”
A prima Camila Gadelha Corteleti disse que Nathalia “era uma menina muito boa, responsável, esforçada” e defendeu o papel dela na operação da aeronave: “Estava trabalhando. Ela era copilota; não podia tomar nenhuma decisão.” Camila também lembrou da relação da jovem com o voo: “Ela amava a liberdade. Era completamente diferente ver o mundo lá de cima.”
Veja os pontos que ainda estão sob investigação:
- A causa exata do acidente aéreo ocorrido em Greenacres-FL.
- A identificação oficial de todas as nove vítimas a bordo via testes de DNA.
- A confirmação de quem estava nos controles da aeronave no momento da perda de altitude.
- A confirmação pericial se a voz feminina gravada pertencia a Nathalia Gadelha Filgueiras.
- A lista oficial com o nome dos outros sete passageiros e do outro tripulante.
