Flávio Bolsonaro declarou, neste domingo (25), que não reconhece o resultado da eleição presidencial de 2026 e anunciou que sua equipe jurídica pedirá a anulação do pleito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O senador baseou a contestação na decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação em todo o país até as 19h — prorrogação decretada minutos antes do encerramento previsto para as 17h.
O TSE apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reeleito com 51,7% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 48,2%.
Flávio Bolsonaro e a eleição de 2026: a contestação ao resultado
Em pronunciamento público em Brasília, o senador afirmou que a decisão de Zanin representou uma quebra de isonomia entre eleitores de diferentes estados, já que nem todas as seções eleitorais reabriram após o horário original de encerramento. Para Bolsonaro, isso torna impossível saber quantos votos deixaram de ser computados em locais onde as urnas permaneceram fechadas.
“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo, às 17:1, o ministro Zanim, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por 2 horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se num estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter? É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir anulação dessas eleições. A gente não tá aqui na brincadeira. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo mais uma vez pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido. As coisas acontecem do nada a pedido de um ex-sócio do próprio Zanim e ele atende a um pedido por cima da justiça eleitoral. E outra coisa, o detalhe que poucos sabem aqui, os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala cofre a partir do momento que a seleção foi tomada. Então tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora esse esse nas eleições. Eu não vou desistir do meu Brasil. Espero que você que tem me assistido também não desista. Obrigado. Obrigado.”
O senador também alegou que fiscais do Partido Liberal (PL) foram retirados da sala-cofre logo após a decisão de Zanin. A afirmação partiu do próprio Bolsonaro e não foi confirmada por outras fontes.
A prorrogação do horário de votação ocorreu no segundo turno da eleição presidencial, no domingo (25). O TSE chegou a suspender temporariamente a divulgação dos resultados no início da apuração antes de retomar a contagem e proclamar a vitória de Lula.
Nas eleições legislativas do mesmo dia, o PL elegeu as maiores bancadas tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

