Em discursos neste domingo de segundo turno das Eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro apresentaram leituras opostas sobre o Brasil. Enquanto o ex-presidente exaltou a mobilização popular como força central de sua campanha, o senador concentrou sua fala na deterioração das condições de vida da população nos últimos quatro anos. Os discursos de Lula e Flávio Bolsonaro expõem o racha de narrativas que marca o segundo turno das eleições.
Lula credita vitória ao povo, não aos partidos
Com 50 anos de vida pública e em disputa pelo quarto mandato presidencial, Lula atribuiu sua persistência política à mobilização espontânea que tomou as ruas durante o segundo turno. Para ele, o movimento não partiu de estruturas organizadas.
“Não foi partido político, não foi sindicato, não foi igreja, não foi eu nem o Alckmin. Ou seja, o povo foi para a rua para defender as suas conquistas. Eu, ganhando essas eleições, eu vou dizer para vocês, eu só devo a minha eleição ao povo brasileiro, que foi efetivamente um exército da democracia”, disse o presidente.
Lula citou estados onde a mobilização foi expressiva. Veja a relação:
- Minas Gerais
- Bahia
- Pernambuco
- Maranhão
- Ceará
- Rio de Janeiro
- Rio Grande do Sul
- São Paulo
Flávio Bolsonaro: esperança virou medo
Do outro lado, o senador Flávio Bolsonaro construiu seu discurso sobre a piora da qualidade de vida nos últimos quatro anos. Sem citar programas ou propostas específicas, ele apostou na descrição do cotidiano para traduzir o que chamou de mudança no sentimento da população.
“A esperança virou medo. Medo de andar na rua de noite, medo de ter o celular roubado, medo de ter a moto roubada, medo da geladeira vazia, medo de não conseguir pagar as contas que estão atrasadas”, afirmou o senador.
Flávio Bolsonaro também fez um apelo direto ao eleitorado para comparecer às urnas, independentemente do clima. “E pedir aí que faça a chuva ou faça sol, bora sair de casa para votar. E o Brasil vai mudar, e o Brasil vai vencer”, declarou.

