O preço médio do litro da gasolina nos postos de combustíveis atingiu o maior valor sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, chegando a R$ 6,35. Este aumento de 2,4% ocorreu na semana entre 2 e 8 de fevereiro, quando o preço médio era de R$ 6,20.
Fatores do aumento
O principal motivo para essa alta foi o reajuste do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelos estados. O ICMS foi reajustado em R$ 0,10 por litro, mas o preço médio nos postos de combustíveis subiu R$ 0,15.
Além disso, o aumento de 2,09% no preço do etanol anidro, que compõe 27% da mistura da gasolina, também contribuiu para o encarecimento do combustível.
Não houve aumento no preço da gasolina nas refinarias da Petrobras nesse período, apesar da defasagem com os preços internacionais.
Comparação com o passado
O preço médio nacional de R$ 6,35 ultrapassou a marca de R$ 6,38 registrada no final de 2022, durante a transição de governo.
Na semana anterior ao aumento, o presidente Lula e o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, haviam afirmado que tal aumento não aconteceria, com Lula ressalvando que a comparação deveria levar em conta a inflação.
Impacto no Consumidor
O aumento no preço da gasolina, que atingiu o seu maior valor no Governo Lula, tem um impacto direto no bolso do consumidor, elevando os custos de transporte e outros produtos e serviços.
O etanol, em contrapartida, mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em cinco estados, com paridade de 68,82% na média dos postos pesquisados.

