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Poema de Socorro Santana, poeta regenerense e membro da Academia de Letras do Médio Parnaíba

ILUSÕES DA VIDA

A vida é assim:
Um místico cenário!
O mundo: um palco
Por demais lendário,
De ato vil, efêmero e falsário!
Para uns é um drama divertido
Em risos e venturas
Convertido!
Para outros o triste desengano:
Fatalidades e trabalho insano!
 
Uns vivem mergulhados na opulência
Onde a frivolidade e a demência
Paralisam intelecto e coração!
Esquecendo do pobre, deserdado,
Envergonhado,
Mendigando o pão!
 
Outros, onde a glória lhes sobeja,
Não vêem no humilde
A insigne peleja
Da luta pela vida!
Só dão valor a quem não necessita
Deixando o pobre em mísera desdita!
 
Será que a mão de Deus
Inda castiga,
No outro palco da eternidade
O desterrado, o pobre que mendiga?
Não!…
Deus não pode ser assim desnaturado
Alheio ao sofrimento à dor fremente
Do pobre, sempre e sempre torturado!
 
E como foi por nós crucificado,
Deixando ao mundo as bem-aventuranças
Num consolo de paz e de esperança,
Resta esperar, a fé não desfalece!
Um novo ato ao pobre resplandece,
No palco perenal que não fenece!
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