Dois réus foram condenados ontem (23) pelo assassinato de um homem após um grupo de empresários entrar por engano em uma comunidade dominada por facção criminosa em Fortaleza, no Ceará. Um deles pegou quase 36 anos de prisão pela morte e pelas tentativas de homicídio; o outro, mais de seis anos por integrar organização criminosa armada. Um dos empresários sobreviventes é o franciscoense Antonio Damilton, de São Francisco do Maranhão.
A vítima fatal foi Aldete Rogério Saldanha, de 58 anos, piauiense cujo corpo foi encaminhado para Teresina após o ataque. Os empresários João Paulo Henrique de Freitas e Antônio Damilton Rodrigues da Silva sobreviveram. O trio havia chegado a Fortaleza a trabalho e seguia para o Marina Park Hotel quando o GPS os levou para uma rua sem saída no bairro Oitão Preto — área controlada pelo Comando Vermelho.
Condenação por homicídio de piauiense: penas e indenizações
Francisco Kauã Lobato da Silva recebeu pena de 35 anos e 9 meses de reclusão. A Justiça do Ceará reconheceu o homicídio qualificado de Aldete Rogério e a dupla tentativa de homicídio contra os dois empresários. O direito de recorrer em liberdade foi negado.
Igor Victor da Silva Fernandes foi condenado a 6 anos e 4 meses por integrar organização criminosa armada. As penas foram fixadas pelo 2º Tribunal do Júri de Fortaleza.
O magistrado também determinou o pagamento de indenização por danos morais: R$ 40 mil para os familiares de Aldete Rogério e R$ 10 mil para cada um dos sobreviventes.
O ataque aconteceu em 22 de agosto de 2024. Criminosos atiraram contra o veículo do grupo — cerca de 30 disparos atingiram o carro. Aldete Rogério foi baleado e morreu em decorrência dos ferimentos. João Paulo conseguiu sair do carro durante o atentado. Os dois sobreviventes prestaram depoimento à polícia e retornaram ao Piauí em seguida.
