A notícia da renovação de contrato de Neymar com o Santos até o final de 2025 ecoou por toda a cidade de Santos, mas com um misto de alívio e desconfiança. O acordo, visto por muitos na Vila Belmiro como um “casamento de conveniência”, garante a permanência do ídolo em um momento delicado para o clube, que luta na zona de rebaixamento do Brasileirão.
A negociação inclui o parcelamento de uma dívida de R$ 85 milhões do clube com o jogador, a ser paga até 2026. Para a torcida santista, a permanência de Neymar parece mais uma consequência da falta de propostas melhores do que um projeto esportivo sólido, gerando debates acalorados em bares e redes sociais da Baixada Santista.
Um projeto centrado no “Neymar SA”?
O ceticismo em Santos é alimentado pela percepção de que o foco da renovação está mais no Neymar e em seu pai do que no coletivo. Com o time eliminado precocemente da Copa do Brasil e fora de competições sul-americanas, a responsabilidade sobre os ombros do camisa 11 é imensa. As lesões recorrentes e um estilo de jogo cada vez mais individualista levantam dúvidas se ele será a solução para tirar o Santos da crise.
Para os torcedores que frequentam a Vila Belmiro, a esperança é que Neymar redescubra seu futebol coletivo e lidere o time para fora da incômoda situação no campeonato nacional. A renovação está assinada, mas o verdadeiro teste de seu impacto para o Santos FC será visto nos gramados.
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