O secretário estadual da Defesa Civil, deputado Nerinho, anunciou nesta quinta-feira (15) o monitoramento climático e estratégias de prevenção de desastres naturais no Piauí para 2026. A medida ocorre diante de alertas de chuvas e baixa umidade em diferentes regiões do estado.
Em entrevista à Cidade Verde, Nerinho comentou sobre o monitoramento climático. Ele detalhou as estratégias de prevenção de desastres naturais previstas para o próximo ano. Havia uma preocupação inicial com a possibilidade de um inverno fraco, semelhante ao registrado em 2025.
Após diálogo com especialistas, a projeção mudou. “Nós tínhamos a perspectiva de um inverno seco, como ocorreu em 2025, e isso nos preocupava muito. Se o estado enfrentasse uma nova seca, seria uma catástrofe”, afirmou o secretário.
Nerinho acrescentou: “Mas os especialistas explicaram que existe um aquecimento no oceano, e quando isso ocorre a umidade vem para o Piauí. Teremos um inverno a partir de fevereiro, relativamente extenso, podendo seguir até maio”.
Defesa Civil do Piauí foca em prevenção de desastres
O secretário ressaltou que a atuação da Defesa Civil atualmente foca na prevenção. O trabalho é integrado entre municípios, estado e União. Ele lembrou que os municípios podem solicitar recursos diretamente ao Governo Federal.
O acesso aos recursos federais ocorre por meio da plataforma Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). “Hoje a Defesa Civil trabalha muito mais na prevenção. Nossa principal função é orientar os gestores, os prefeitos, para que possam acessar os programas federais e se planejar”, explicou Nerinho.
Ele detalhou o processo: “As prefeituras podem se inscrever diretamente nessa plataforma, e os recursos chegam para a Defesa Civil, que atua em conjunto com outras secretarias, como Educação, Saúde e Assistência Social”.
A maior preocupação do governo é garantir segurança hídrica, especialmente para os pequenos produtores. “A agricultura familiar representa mais de 60% da produção. Precisamos fortalecer essa cadeia produtiva, que sustenta tanto o homem do campo quanto o homem urbano”, pontuou o secretário.
Segurança hídrica e combate à seca no semiárido
Sobre o comportamento das chuvas, Nerinho explicou que ainda há incertezas quanto à regularidade. “A dúvida da Defesa Civil é em relação à constância das chuvas, se serão contínuas ou de pico”, acrescentou.
Ele detalhou os cenários: “No caso das chuvas de pico, já teremos água para o pasto e para os reservatórios, garantindo a segurança hídrica. Se forem chuvas constantes, a agricultura também estará plenamente satisfeita”.
Em relação ao semiárido, o secretário reconheceu que a seca ainda é um desafio histórico. Entre as ações previstas estão a perfuração de poços, a construção de mini barragens e a ampliação da rede de abastecimento de água.
“Fico triste em pleno século XXI ainda falarmos tanto em carro-pipa. Não vamos exterminar isso de imediato, mas precisamos minimizar ao máximo”, destacou Nerinho. Ele completou: “Vamos trabalhar onde há água no subsolo com poços, e onde não há, com barragens. A função do governo é garantir água para os 224 municípios”.
Obras estruturantes em Parnaíba
A cidade de Parnaíba, no litoral do estado, enfrenta um histórico de alagamentos. Uma obra estrutural já está em andamento para corrigir a situação. O secretário destacou que a solução depende da atuação conjunta do Governo do Estado, Prefeitura, Corpo de Bombeiros e sociedade.
“É uma obra antiga e muito esperada. Ela já está licitada, com data marcada agora para 9 de fevereiro. Acreditamos que até o final de maio ou início de junho a obra já esteja iniciada”, afirmou Nerinho. “Vai haver transtornos, mas o objetivo final é resolver definitivamente essa problemática”, concluiu.

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