A NASA ativou o protocolo de defesa planetária e emitiu alertas após detectar um comportamento incomum no cometa interestelar 3I/ATLAS. O objeto, que tem origem fora do Sistema Solar, despertou grande interesse na comunidade científica por sua química peculiar e por ser apenas o terceiro visitante interestelar detectado.
Brilho inesperado levanta questionamentos
O cometa 3I/ATLAS começou a gerar fascínio desde sua primeira observação em julho. O objeto chamou atenção por um detalhe intrigante: ele já estava brilhando intensamente e formando uma cabeleira (coma), apesar de se encontrar muito distante do Sol, além da órbita de Júpiter.
Geralmente, os cometas só exibem luminosidade significativa quando estão próximos o suficiente para que o calor solar comece a derreter suas superfícies geladas. A astrofísica Jacqueline McCleary, da Northeastern University, explicou que a maioria dos cometas precisa estar mais perto de Júpiter para que este processo se inicie.
Essa atividade precoce e incomum levantou especulações sobre uma possível origem artificial, mas análises subsequentes confirmaram que o 3I/ATLAS é um cometa naturalmente ativo e anômalo. Além disso, observações do Telescópio Espacial James Webb mostraram que ele é extraordinariamente rico em dióxido de carbono (CO₂), apresentando uma proporção de gelo de CO₂ para gelo de água de cerca de oito para um.
Foco na previsão orbital
O aviso técnico sobre o 3I/ATLAS foi divulgado por meio do boletim MPEC (2025-U142) do Minor Planet Center de Harvard.
A principal meta da iniciativa da NASA é melhorar a precisão das medições orbitais do cometa, que, segundo o comunicado, apresentam “desafios únicos”. Esse aprimoramento busca prever de forma confiável a trajetória do objeto nas próximas semanas.
O 3I/ATLAS segue um caminho hiperbólico e deverá atingir seu periélio — o ponto mais próximo do Sol — em 29 de outubro de 2025.
A International Asteroid Warning Network (IAWN) coordenará um exercício especial de treinamento relacionado ao cometa, que ocorrerá entre 27 de novembro deste ano e 27 de janeiro de 2026. Os cientistas esperam ter a melhor e última chance de observá-lo de perto no final de 2025, quando o objeto passar perto da órbita de Júpiter novamente, em sua rota de saída do Sistema Solar.

Com informações do site Click Petroleo Egas
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