As comemorações da vitória do PSG sobre a Inter de Milão na Liga dos Campeões, na noite de sábado (31), resultaram em duas mortes e 192 feridos em toda a França. O balanço foi divulgado pelo Ministério do Interior neste domingo (1º).
Balanço dos incidentes no território francês
Em Paris (Île-de-France), a maioria das ocorrências foi registrada nos arredores da avenida Champs-Élysées. Houve quatro saques a comércios na capital, e nove policiais e militares ficaram feridos. Em Dax, no sudoeste do país, um jovem de 17 anos foi morto a facadas, segundo fontes policiais. A segunda vítima fatal foi um motociclista de 23 anos, atropelado por um motorista que comemorava o título. Em Coutances (Normandia), um policial ficou gravemente ferido no rosto após ser atingido por um morteiro de artifício, segundo o Ministério Público local. Ao todo, 559 pessoas foram detidas durante a madrugada na França, sendo 491 em Paris, o que resultou em 320 prisões preventivas — 254 delas na capital.
Avaliação da polícia e esquema de segurança
O chefe da polícia de Paris, Laurent Nuñez, avaliou que o balanço do esquema de segurança, que contou com 5.400 policiais e militares na capital, “não é nem um sucesso, nem um fracasso”. Ele afirmou que “não se deve minimizar [esses] incidentes”, mas, ao mesmo tempo, é importante “evitar estigmatizar os torcedores do PSG”. Nuñez acrescentou que o balanço, ainda provisório, é “menos grave do que em ocasiões anteriores”.
Justificativas de torcedores e apelo à calma
Torcedores do PSG entrevistados nos arredores da Champs-Élysées, após a vitória do clube, expressaram alegria, e alguns também tentaram justificar os atos de vandalismo e os confrontos com a polícia. Vários afirmaram que tudo foi resultado de uma “explosão de emoções” depois de anos de frustrações e derrotas. Um torcedor declarou: “A gente esperava por isso há tanto tempo, é normal que as coisas saiam um pouco do controle”.
Outros destacaram o caráter histórico da conquista, dizendo que “foi uma libertação, uma revanche depois de tantos anos sem um título europeu”. Alguns minimizaram os incidentes, chamando-os de “casos isolados” ou “exageros de alguns exaltados”, e pediram para que os torcedores do PSG não fossem generalizados ou estigmatizados. O próprio jogador Ousmane Dembélé fez um apelo à calma, dizendo: “Vamos comemorar, mas sem destruir Paris”.
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