Por menos de US$ 5 em energia elétrica, o avião elétrico X1 da Heart Aerospace completou seu primeiro voo na quarta-feira (12), no Aeroporto Internacional de Plattsburgh, em Nova York. O voo durou 27 minutos e atingiu 335 metros de altitude — dados que, segundo a empresa, comprovam que a eletrificação na aviação comercial deixou de ser teoria.
O que o voo do avião elétrico da Heart Aerospace provou
O X1 é um protótipo movido por um sistema de propulsão elétrica com potência superior a um megawatt. O objetivo do teste não era bater recordes de distância ou altitude, mas demonstrar que a tecnologia funciona em condições reais de voo. Nesse ponto, a empresa considera a missão cumprida.
O custo de US$ 5 em eletricidade durante toda a trajetória chama atenção quando comparado ao preço do combustível de aviação convencional, que gira em torno de US$ 3,50 por galão. A diferença operacional é o argumento central da Heart Aerospace para atrair companhias aéreas.
United Airlines e Air Canada já fizeram aportes e encomendas ligadas ao projeto. A aposta das duas empresas é no ES-30, aeronave híbrido-elétrica para 30 passageiros que a Heart Aerospace projeta para iniciar operações comerciais em 2031. A empresa estima que o modelo pode reduzir os custos operacionais em até 40% em relação às aeronaves convencionais.
CEO fala em transformar a economia das companhias aéreas
Anders Forslund, CEO da Heart Aerospace, disse que o potencial vai além da eficiência técnica. Para ele, a mudança é estrutural. “As aeronaves comerciais elétricas têm o potencial de transformar radicalmente a economia das companhias aéreas e, em última instância, reduzir o custo das viagens aéreas para os passageiros. Isso está no cerne da nossa visão de viagens aéreas acessíveis, com a eletrificação possibilitando um serviço aéreo mais acessível, frequente e mais limpo de e para aeroportos mais próximos de casa”, afirmou Forslund.
O X1 é, portanto, o passo anterior ao ES-30. O voo de 27 minutos em Plattsburgh serve como base técnica para o desenvolvimento da versão comercial, cuja entrada em serviço está prevista para daqui a cinco anos.
