Vilma Alves, a primeira mulher e delegada negra da Polícia Civil do Piauí, morreu neste sábado (22) em Teresina. Ela tinha 79 anos e havia sido internada em estado grave na UTI quatro dias antes, após sofrer um infarto agudo do miocárdio.
A carreira de Vilma Alves na segurança pública durou quase cinco décadas. Por 36 anos, ela atuou como delegada — uma trajetória que incluiu postos que nenhuma mulher havia ocupado antes na instituição.
Delegada Vilma Alves no Piauí: da DEAM ao Núcleo de Feminicídio
Em 1989, ela participou da implantação da primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher do estado e se tornou a primeira comandante da unidade. Anos depois, assumiu o cargo de Corregedora-Geral da Polícia Civil — novamente como a primeira mulher a chegar ao posto.
Em 2016, já com um cateterismo cardíaco e um marca-passo no histórico de saúde, Vilma Alves ainda comandou o Núcleo de Feminicídio, estrutura criada para investigar crimes contra mulheres no Piauí.
O infarto ocorreu em 18 de agosto. Internada em estado grave, ela não resistiu e morreu quatro dias depois.
“Não temos nem como mensurar a dor”, disse uma neta da delegada.
