Não existe vacina capaz de curar o diabetes, mas a vacinação preventiva é uma das medidas mais importantes para quem vive com a condição. A orientação é das duas principais referências médicas do país no tema: a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Sociedade Brasileira de Imunizações.
Por que diabéticos precisam de atenção especial à vacinação
Pessoas com diabetes têm o sistema imunológico comprometido quando a glicemia não está bem controlada. Isso as torna entre 30% e 40% mais vulneráveis a infecções respiratórias, urinárias e de pele do que a população em geral. Manter o calendário vacinal atualizado é, portanto, uma estratégia direta de proteção.
Tanto a Sociedade Brasileira de Diabetes quanto a Sociedade Brasileira de Imunizações recomendam que pessoas com diabetes sigam o calendário vacinal com rigor. As vacinas indicadas incluem:
- Influenza (gripe)
- Pneumocócicas (VPC13/VPP23)
- Hepatite B
- Varicela
- Herpes Zoster
Pesquisas em andamento buscam alternativas para o diabetes tipo 1
No campo científico, há estudos em curso que investigam o potencial de vacinas para alterar o curso do diabetes tipo 1 — não para curar, mas para tentar preservar a função das células produtoras de insulina. Uma das linhas de pesquisa envolve a chamada Vacina Diamyd, que, em pacientes com perfil genético específico, mostrou preservação superior a 50% dessas células. Outra linha explora a vacina BCG, usada contra a tuberculose, por sua capacidade de atuar sobre mecanismos imunológicos ligados à autoimunidade.
Nenhuma dessas abordagens está disponível como tratamento. As pesquisas seguem em andamento e ainda não chegaram a resultados conclusivos para uso clínico.
A ausência de uma vacina curativa para o diabetes não é novidade. Manchetes que especulavam sobre uma possível cura em cinco a dez anos circularam desde pelo menos 2004. Documentos científicos mais recentes, de 2023, seguem reforçando que nenhuma solução desse tipo está disponível.
