A patente de invenção do Processo de Preparo do Extrato Hidroalcoólico das Folhas do NIm (Azadirachta indica A. Juss) com ovicida e larvicida sobre o Aedes Aegypti com a capacidade de eliminação de ovos e de larvas do mosquito foi concedida à Universidade Estadual do Maranhão (Uema) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Os inventores do processo são os professores Mamede Chaves e Silva, Maria Célia Pires Costa (ambos do Departamento de Química e Biologia da Uema), Adriana Leandro Câmara (ex-professora da Uema) e também a egressa do curso de Ciências Biológicas da Uema, Paula Eilany Silva Marinho.
A eliminação de ovos e larvas do mosquito acontece por meio da invenção, que se dá por meio do processo de preparo e aplicação de compostos inseticidas, que são obtidos a partir do extrato hidroalcoólico das folhas do Nim.
“O Nim é uma árvore de grande abundância no Maranhão. Na própria universidade, encontramos bastante essa espécie. Do extrato das folhas da árvore, pode-se obter um produto viável, de fácil manipulação, de baixo custo, sem efeito tóxico ao homem e que possa ser comercializado e usado em campanhas de controle do Aedes aegypti onde há infestação por esse mosquito”, aponta a professora e doutora Adriana Câmara, atualmente, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da UFMA.
De acordo com Adriana Câmara, a obtenção da patente vai impulsionar a possibilidade de comercialização do processo e geração de recursos para a Uema. “Temos 12 anos ainda como detentores do direito sobre essa tecnologia e pretendemos utilizá-la de modo a gerar recursos para ser investidos em mais pesquisas na universidade”, ressalta.
A Uema como titular da patente tem o direito de não permitir a produção da invenção por terceiros sem o seu consentimento, como também a venda, uso, importação do processo ou produto obtido diretamente pelo processo patenteado.
A expectativa de direito sobre a patente já era da Uema desde 2010, quando foi depositado o pedido. A patente tem validade em todo o território nacional de 20 anos, contados a partir do dia 29 de outubro.
Uema consegue patente de inseticida que elimina ovos e larvas do Aedes Aegypti
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