A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu M. V. S. B. de A., técnico de enfermagem suspeito de matar ao menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). A prisão ocorreu nesta segunda-feira (19), em Águas Lindas de Goiás (GO), durante a Operação Anúbis.
Além dele, outras duas técnicas de enfermagem, A. R. de S. e M. C. A. da S., também foram presas temporariamente. O trio é investigado por homicídios ocorridos entre novembro e dezembro de 2025.
Detalhes da Operação Anúbis e prisões
A Operação Anúbis foi deflagrada em 11 de janeiro de 2026, mas seus detalhes foram divulgados apenas nesta segunda-feira (19). A PCDF informou que as mortes, inicialmente tratadas como naturais, levantaram suspeitas após a identificação de padrões atípicos nas ocorrências.
As vítimas são João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, professora aposentada. Todos estavam internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF).
Modus operandi e investigações
No caso de Miranilde Pereira da Silva, as investigações apontam que um dos suspeitos aplicou desinfetante diretamente no corpo da paciente, utilizando uma seringa, em pelo menos dez ocasiões. O óbito da professora aposentada foi declarado em 17 de novembro de 2025.
Segundo a PCDF, a substância utilizada pode provocar parada cardíaca em poucos minutos quando administrada fora dos protocolos médicos. O delegado Wisllei Salomão, responsável pelo caso, afirmou que os investigados negaram inicialmente qualquer irregularidade, alegando que apenas ministravam medicamentos prescritos.
Diante das provas reunidas, os suspeitos teriam mudado de postura, demonstrando frieza e ausência de arrependimento, conforme a Polícia Civil. O grupo deverá ser indiciado por homicídio doloso qualificado, uma vez que as vítimas estavam em condição de extrema vulnerabilidade, sem possibilidade de defesa.
As investigações prosseguem para esclarecer a motivação dos crimes e apurar se há outras vítimas em unidades de Saúde onde os investigados já atuaram no Distrito Federal e entorno.







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