Com US$ 1,77 trilhão em valor de mercado, a SpaceX fez sua entrada na Nasdaq nesta sexta-feira (12), consolidando o maior IPO já registrado na bolsa de Nova York. As ações foram precificadas a US$ 135 cada, e a oferta movimentou 555,56 milhões de papéis. Para investidores brasileiros, a B3 disponibiliza BDRs da companhia sob o código SPCX34, negociados entre R$ 50 e R$ 70, na proporção de uma ação para cada 15 certificados.
IPO da SpaceX em Wall Street: como o Brasil participa da oferta
O BTG Pactual foi o único banco brasileiro entre as 23 instituições financeiras que integraram o consórcio do IPO. A participação coloca o banco fundado por André Esteves em posição de destaque em uma das maiores operações do mercado de capitais global. Os pedidos de varejo somaram US$ 70 bilhões, evidenciando o apetite dos investidores pela oferta.
Elon Musk, CEO da companhia, manterá 82,4% do controle de voto da SpaceX após a abertura de capital. Ele segue como figura central nas decisões estratégicas da empresa, que neste ano concluiu a fusão com a Starlink e com a xAI, ampliando seu portfólio para conectividade via satélite e inteligência artificial.
O anúncio da oferta pública havia sido feito em 20 de maio. Desde então, a demanda cresceu de forma expressiva, com pedidos institucionais e de varejo superando as expectativas. A listagem na Nasdaq marca uma virada para a companhia, que operava até então como empresa de capital fechado.
Para o investidor brasileiro, os BDRs representam a forma mais direta de acesso aos papéis da SpaceX sem precisar operar diretamente no mercado americano. Cada certificado corresponde a um quinze avos de uma ação ordinária da empresa.
