Maria do Socorro Silva Santos, conhecida em Amarante como Socorro do João Rosa, completa 86 anos neste sábado (25). Imortal da Academia de Letras, Artes e Cultura de Amarante (ALEAMA), ela acumula décadas de atuação na preservação do folclore local, nas artes manuais e na vida religiosa do município piauiense.
O pesquisador Luís Alberto, conhecido como Bebeto Soares, resume em uma frase o que a homenageada representa para a cidade: ela é, antes de tudo, “uma fortaleza da cultura e da fé”.
Raízes históricas e família numerosa em Amarante
Bisneta de Tomaz Brandão, apontado como o primeiro morador do Bairro Areias, Socorro do João Rosa carrega uma ligação direta com as origens da cidade. Casada com João José dos Santos, ela teve 13 gestações e criou nove filhos:
- Jeanne
- Jósimo
- José Maria
- Jucélia
- João Filho
- Jeannete
- Juceanne
- Jôseanne
- Josélia
Folclore, artesanato e fé: os três pilares de Socorro do João Rosa
Ao longo dos anos, ela ajudou a manter vivas manifestações folclóricas seculares de Amarante. Entre as tradições que preserva estão:
- Os Dramas e as Danças Populares
- O Reisado
- As Rodas de São Gonçalo e de São Benedito
- O ritmo vibrante do Cavalo Piancó
Nas artes manuais, o talento se traduz em trabalhos que ela domina com precisão:
- Crochê
- Renda de bilro
- Tecelagem de redes
- Costura
Na esfera religiosa, Socorro fundou a Pastoral da Criança em Amarante e integra o Apostolado da Paróquia de São Gonçalo do Amarante.
A posse na ALEAMA atestou o reconhecimento formal de seu papel para a história cultural do Piauí.
