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Paralisação em Teresina: garis cruzam os braços novamente por pagamento de salários

Last updated on 10 de julho de 2025

A cidade de Teresina, Piauí, amanheceu nesta quarta-feira, 9 de julho de 2025, sem os serviços essenciais de limpeza urbana, em decorrência de mais uma paralisação dos garis que atuam na capital. Os trabalhadores reivindicam o pagamento de salários e outros benefícios atrasados, gerando um impasse com o Consórcio Recicle/Aurora, empresa responsável pela operação do serviço.

Entenda a paralisação em Teresina

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A paralisação dos garis em Teresina, que já se estende por 24 horas, é motivada pelo atraso no pagamento do salário de junho, além de pendências referentes ao vale-transporte, ticket alimentação e um auxílio ligado ao plano de saúde. Cerca de dois mil trabalhadores estão com os vencimentos em atraso. O Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Piauí (Seeacep) informa que o impasse se dá pela falta de retorno da empresa Recicle/Aurora para a assinatura do aditivo de acordo, o que provoca o atraso nos pagamentos. Os trabalhadores estão concentrados em frente à sede da empresa, no bairro Macaúba, zona sul de Teresina.

Esta é a terceira vez em 2025 que os garis de Teresina paralisam as atividades. Em fevereiro, uma manifestação semelhante ocorreu devido à falta de pagamento dos salários de dezembro e janeiro, além do depósito do FGTS e de uma parcela do 13º salário. À época, após o movimento, os vencimentos de 2025 foram regularizados, e os trabalhadores retornaram ao serviço.

Paralisação | Posição da Prefeitura de Teresina e impasse contratual

Em nota, a Prefeitura de Teresina (PMT) esclareceu que o Consórcio Recicle/Aurora recusou-se a assinar o instrumento legal que garantiria o pagamento dos serviços de junho de 2025, mesmo após tentativas de conciliação coordenadas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A PMT manifestou compreensão ao movimento dos garis, classificando a situação como um “desrespeito” da empresa contratada.

A gestão municipal informou ainda que determinou o pagamento do valor referente a dezembro de 2024, apurado após auditoria, mas que este segue pendente devido à “inércia” da contratada em apresentar a documentação necessária. A prefeitura busca, em diálogo com o TRT, a destinação de valores depositados judicialmente para quitar as verbas trabalhistas e garantir a regularização da limpeza urbana em Teresina.

O contrato atual do Consórcio EcoTeresina, formado pelas empresas Aurora e Recicle, venceu em 4 de junho e a prefeitura não planeja renová-lo, tendo lançado um edital para contratação emergencial de seis meses em maio. No entanto, este edital foi suspenso e posteriormente liberado por decisões judiciais. O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) chegou a identificar irregularidades no contrato de coleta de lixo em Teresina.

A paralisação dos garis impacta todas as áreas de Teresina, que hoje não terá coleta de lixo, capina ou varrição. O lixo já se acumula em diversos pontos da capital piauiense. Caso não haja uma resposta da empresa dentro do prazo de 24 horas, os trabalhadores se reunirão em assembleia extraordinária ainda nesta quarta-feira para discutir a possibilidade de deflagrar uma greve por tempo indeterminado.

A situação evidencia a complexidade da gestão dos serviços de limpeza em Teresina, com os trabalhadores sendo os mais afetados pelo impasse entre a administração municipal e as empresas contratadas.

paralisação garis Teresina - Lixo acumulado nas ruas da capital piauiense
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