Os atendimentos oncológicos pelo SUS voltaram a funcionar no Hospital São Marcos, em Teresina, na quinta-feira (23). A retomada ocorreu após reunião entre a Fundação Municipal de Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí e o Ministério da Saúde para discutir a situação do hospital. Em paralelo, o governo federal destinou R$ 1,5 milhão ao Hospital Getúlio Vargas para reforçar a capacidade de atendimento oncológico no estado.
Crise que paralisou a oncologia em Teresina
O Hospital São Marcos havia suspendido o recebimento de novos pacientes com câncer pelo SUS no dia 3 de maio, alegando incapacidade financeira para manter os serviços. O diretor técnico da instituição, Marcelo Martins, explicou o tamanho do problema em entrevista coletiva na segunda-feira (6): o hospital opera com orçamento anual de R$ 72 milhões, enquanto o custo real de funcionamento supera R$ 120 milhões por ano — uma diferença de cerca de R$ 4,5 milhões por mês.
“O São Marcos precisa de um contrato que assegure tranquilidade financeira para continuar prestando o serviço necessário à população piauiense”, disse Martins.
Com a suspensão, a Fundação Municipal de Saúde começou a remanejar os pacientes que aguardavam atendimento, distribuindo-os entre outras unidades da rede.
Reorganização da rede oncológica no Piauí
A retomada no São Marcos não encerra o processo. As três esferas de governo trabalham para ampliar e redistribuir os serviços de oncologia pelo estado. O Ministério da Saúde publicou portaria destinando R$ 1,5 milhão ao Hospital Getúlio Vargas, que usará os recursos para adquirir medicamentos e insumos. A reorganização prevê ainda a participação de outros hospitais da rede pública.
Veja os hospitais que integram a rede de oncologia no Piauí:
- Hospital Universitário (HU)
- Hospital Getúlio Vargas (HGV)
- Hospital Marques Bastos
Cidades com perspectiva de receber novos serviços oncológicos:
- Floriano
- Picos
A presidente da Fundação Municipal de Saúde, Leopoldina Cipriano, afirmou que o tratamento dos pacientes segue como prioridade. “Estamos empenhados em garantir que os pacientes tenham acesso ao tratamento de forma organizada e segura. A oncologia é uma prioridade e estamos trabalhando em conjunto com o Estado e a União para fortalecer essa rede de assistência”, declarou. O Ministério da Saúde acompanha o processo de reorganização de forma permanente.

Com informações do A10mais.