F.L.S.S., de 34 anos, foi detido na noite de quarta-feira (4) em Amarante, sob suspeita de tentativa de homicídio qualificado contra membros da própria família. A prisão ocorreu após Polícia Civil e Polícia Militar agirem juntas para cumprir um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Única da Comarca de Amarante.
Prisão por tentativa de homicídio em Amarante: como a operação aconteceu
Por vários dias, equipes das duas corporações monitoraram os passos do investigado, mapearam seus deslocamentos e aguardaram o momento mais seguro para agir. A Delegacia de Polícia Civil de Amarante, que tem à frente o delegado Saul Laurentino, conduziu o Inquérito Policial nº 8785/2026 e coordenou as diligências. O Grupamento da Polícia Militar local, subordinado ao 18º Batalhão de Polícia Militar, participou da operação.
Após a captura, o investigado foi levado à autoridade policial para os procedimentos de praxe e, em seguida, colocado à disposição do Poder Judiciário para a audiência de custódia.
O que teria acontecido na localidade Dois Coqueiros
Segundo a investigação, os fatos ocorreram na localidade Dois Coqueiros, zona rural de Amarante. O suspeito teria agredido R.P.S. e J.L.S.S. com um pedaço de madeira. Depois, em tese, praticou atos que causaram ferimentos graves em R.L.S., idoso de 78 anos — circunstâncias que levaram à investigação pelo crime de tentativa de homicídio qualificado mediante emprego de meio cruel.
Familiares ouvidos durante as apurações relataram que as agressões, ameaças e intimidações se repetiam há longo período, gerando temor constante entre os moradores da residência. “Ele já responde por outro crime de mesma natureza em Uruçuí. A investigação da ocorrência em Amarante também reuniu elementos que apontam para um histórico de comportamento violento associado ao uso abusivo de álcool e entorpecentes — fatores que pesaram na decisão judicial pela prisão preventiva, tanto para garantia da ordem pública quanto para proteção das vítimas”, disse o delegado.
Cooperação entre as polícias
A Polícia Civil e a Polícia Militar do Piauí afirmaram que o resultado foi fruto de trabalho conjunto: troca de informações, inteligência operacional e alinhamento entre as equipes. O caso segue em investigação.
