A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí vai investigar a conduta de policiais que prenderam o empresário Carlos Valnez Gomes Filho por engano no bairro Porto Alegre, zona sul de Teresina, na noite de domingo (30). Os agentes o confundiram com um suspeito de briga em um bar da região.
Segundo a esposa de Carlos, Daniele, o marido estava alimentando o filho quando os policiais chegaram ao estabelecimento da família. Ela relatou que a abordagem foi agressiva e sem espaço para qualquer explicação.
“Meu marido estava sentado, dando comida ao meu filho. Ai, nessa situação, eles chegaram e falaram assim: ‘Bora, mão na cabeça, vagabundo! Era tu que estava bagunçando no bar ali! Bora, ta preso!’ Em nenhum momento eles deram oportunidade de defesa, porque a gente não sabia que tinha tido essa confusão”, relatou Daniele.
Ela ainda tentou intervir. “Deixa ele! Ele ta trabalhando!”, gritou, sem resultado. Carlos foi algemado e conduzido em viatura até a Central de Flagrantes, onde foi liberado após audiência de custódia.
A cena foi filmada por um homem que estava no local. Um dos policiais voltou-se contra ele: “Tu ta e com deboche, e? Tu não e homem, não? Vem pra cá”. O homem não recuou. “Nos temos o direito de gravar. Isso tem que ser gravado”, respondeu.
As imagens circularam nas redes sociais e chegaram ao conhecimento da Polícia Militar. A corporação acionou a Corregedoria, que vai apurar tanto as circunstâncias da ocorrência quanto o comportamento dos agentes envolvidos.
Em comunicado, a PMPI se manifestou sobre o caso:
“A Policia Militar do Piaui informa que tomou conhecimento de uma abordagem policial ocorrida na zona sul de Teresina, cujas imagens circulam nas redes sociais. A ocorrência foi comunicada a Corregedoria, que instaurara procedimento para apurar as circunstancias e a conduta dos policiais envolvidos. A PMPI não compactua com atos que estejam em desacordo com a legislação e os protocolos institucionais. Caso sejam comprovados desvios de condutas e irregularidades, os envolvidos serão devidamente responsabilizados, mediante suas competências e participações, conforme a legislação vigente. A instituição reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência.”

Com informações do Gp1