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Passageira provoca confusão ao tentar invadir cabine em voo da American Airlines em Guarulhos

Last updated on 2 de maio de 2025

Uma noite de tensão marcou o voo AA950 da American Airlines, que partiria do Aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo, com destino a Nova York (JFK) na última quinta-feira, 24 de abril. Um incidente envolvendo uma passageira irritada com o atraso inicial da decolagem escalou para uma confusão no voo da American Airlines, resultando na remoção de quatro pessoas da aeronave e um atraso total de quase duas horas e meia.

O Início do Tumulto: Irritação com Atraso e Desrespeito às Normas

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O voo já enfrentava um atraso de cerca de 30 minutos devido a condições meteorológicas que forçaram mudanças nas operações de pouso e decolagem em Guarulhos, segundo relatos de testemunhas. Ainda durante o taxiamento da aeronave, uma passageira, incomodada com a demora, levantou-se e foi até a galley (cozinha) traseira para confrontar um comissário, desrespeitando a regra de permanecer sentada com o avião em movimento.

Discussão Acalorada e Pedido de Desembarque

A abordagem resultou em uma discussão intensa, com a passageira proferindo gritos e ofensas. Diante do comportamento considerado fora de controle e por questões de segurança, a tripulação solicitou ao comandante o desembarque da mulher. O piloto acatou o pedido e iniciou o retorno da aeronave ao terminal.

Tentativa de Acesso à Cabine e Contenção

Ao perceber que seria retirada do voo, a passageira dirigiu-se à parte dianteira da aeronave, em uma aparente tentativa de falar com o piloto sobre o atraso. A tripulação interpretou a ação como uma tentativa de invasão da cabine de comando, um ato considerado grave em termos de segurança aérea, especialmente em voos para os EUA.

Um comissário agiu rapidamente para conter a passageira, utilizando técnicas de imobilização que fazem parte do treinamento da tripulação para garantir a segurança a bordo. Alexandre Faro, coordenador do curso de Aviação Civil e especialista na área, esclareceu que “o uso da força pela tripulação, quando necessário, é autorizado” para proteger a aeronave e os demais ocupantes. Durante a contenção, a passageira caiu no corredor.

Ofensas e Intervenção de Outro Passageiro

Após ser contida, a mulher proferiu mais ofensas, incluindo xingamentos e um termo homofóbico dirigido ao comissário. Relatos indicam que ela também usou a frase “Você não sabe com quem você está falando?”.

Durante a confusão no voo da American Airlines, outro passageiro, que não tinha envolvimento inicial, tentou intervir gritando com o comissário (“Não faz isso (…) sem bagunça”), o que foi considerado uma interferência indevida em um procedimento de segurança.

Consequências do Incidente: Expulsões e Atraso Significativo

Como resultado direto do incidente no voo da American Airlines, quatro pessoas foram desembarcadas: a passageira que iniciou a confusão, seu marido, o passageiro que interveio e a esposa deste. A American Airlines confirmou o retorno ao portão devido a um “problema de segurança a bordo”, reforçando seu compromisso com a segurança. Todo o processo causou um atraso final entre 2 horas e 25 minutos e 2 horas e 30 minutos no voo AA950.

Autoridade do Comandante e Segurança Aérea

Especialistas como Alexandre Faro ressaltam que, após o fechamento das portas, o comandante é a autoridade máxima a bordo, e suas decisões relativas à segurança não podem ser contestadas durante o voo. Em solo brasileiro, a Polícia Federal é acionada em caso de necessidade. Há especulações sobre possíveis consequências para os passageiros removidos, como a inclusão em listas de restrição de voo para os EUA (no-fly list).

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