Saúde

SP confirma 16 casos de sarampo em 2026 e alerta para baixa cobertura da vacina

SP confirmou 16 casos de sarampo em 2026 com cobertura vacinal abaixo de 78%. Secretaria recomenda atualização do cartão de vacinas.

Com 16 casos de sarampo confirmados no estado em 2026 e cobertura vacinal abaixo da meta nacional, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo passou a recomendar que a população verifique o cartão de vacinas e, se necessário, procure uma unidade básica de saúde. A vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — está disponível gratuitamente na rede pública.

Os números mostram o tamanho do problema: a cobertura da primeira dose está em 77,5%, e a da segunda dose, em 65,5%. A meta do Programa Nacional de Imunizações é de 95%. Enquanto o índice ficar abaixo desse patamar, o vírus encontra espaço para circular.

O sarampo é altamente contagioso e pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro. Os sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas na pele — que costumam surgir no rosto e se espalhar pelo corpo —, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar intenso.

Reforço vacinal em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo

Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo têm uma recomendação específica: buscar a dose de reforço independentemente do histórico vacinal anterior. A medida vale para pessoas entre 6 meses e 59 anos nessas três cidades.

Nas demais cidades do estado, o esquema varia conforme a faixa etária:

  • Crianças — aos 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
  • Aos 15 meses: segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
  • Pessoas de 5 a 29 anos — devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
  • Pessoas de 30 a 59 anos — devem comprovar uma dose da vacina tríplice viral.
  • Trabalhadores da saúde — devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, independentemente da idade.

Para crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, a secretaria aplica a chamada “dose zero”, uma medida adicional para esse grupo mais vulnerável. Essa dose não substitui o esquema regular, que começa aos 12 meses.

O que fazer em caso de sintomas

Quem apresentar os sinais da doença deve evitar contato com outras pessoas durante o período de suspeita e informar os profissionais de saúde sobre viagens recentes, contatos próximos e a situação vacinal. O isolamento precoce reduz o risco de transmissão.

Casos de sarampo em são paulo 2026: Profissional de saúde prepara vacina contra sarampo em São Paulo
Sarampo, em São Paulo, onde a SES-SP alerta para baixa cobertura vacinal após 16 casos em 2026.
Denison Duarte
Escrito por

Editor-Chefe do Somos Notícia - Jornalista formado pela Faculdade Estácio Ceut (2016), atua na cobertura de eventos no Médio Parnaíba desde 2008. Especialista em jornalismo local com foco em transparência e ética.

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